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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Vou contar-te uma história

Vou contar-te uma história.

Dizer-te que “era uma vez” uma menina igual a todas as outras que não viveu feliz para sempre.

Porque o “para sempre” é um mito e eu não quero que te iludas.

Vou contar-te uma história real sem príncipes encantados, sapatos perdidos ou superpoderes.

Vou contar-te a história de uma menina cuja vida também era feita de passos lentos na escuridão.

Porque o teu maior medo é o medo do escuro.

E vê-se tão bem quando apagas a luz para dormir…

O candeeiro apaga-se e eu vejo o desenrolar de uma fita cheia de sonhos e promessas. Vejo o paraíso e não, não to vou descrever porque um dia encontrarás o teu, depois de andares perdida pela estrada, depois de te sentires só no meio da multidão, após perceberes qual é o papel que desempenhas. Tu, o rosto da verdade e da transparência.

 

Vou contar-te um segredo, pedaço de nada, bocado de tudo, aparte imaterial, no meio das máscaras e das plumas.

Mas, ouve, não contes a ninguém porque é segredo. Um segredo que todos guardam para si.

Somos todos atores de improviso, estrelas de Hollywood da nossa própria história de encantar. Sabias?

 

Diz-me que não. Eu sei a resposta!

 

Sei que na tua peça, já tiveste alguns ensaios e que nem sempre subiste a palco. Nem sempre colheste os frutos dessa intelectualidade em desuso.

Era uma vez uma menina, como tu e como eu, que subia e descia as escadas. Nunca dava a volta. Devorava livros e perdia-se em melodias de intervenção, que lhe rasgavam a pele, que lhe perfuravam as memórias.

Essa menina era feliz, às vezes, quando perdia o sentido e a palavra “felicidade” o já não tinha.

A jornada, essa continua. Passa por mim, por ti e pelo espelho da menina, igual a todas as outras. E nem sei se é feliz ou triste. Só sei que não é “para sempre” porque um dia tudo se cansa da mesma encenação. Invertem-se os papéis e a cortina fecha-se porque lá fora, a realidade pesa em cima dos ombros, nos bastidores, onde a verdade nunca recebe palmas porque os aplausos guardam-se para o fim, para quando a vida acaba e o para sempre é cronometrado.

 

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