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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Aqui jaz

Quebra o gelo o esfriar do vento,

Estremece um corpo em movimento,

Padece a muralha dessa altivez

Que deste ao mundo porque nele a vês.

 

As nuvens emaranham-se pela cidade,

O dia escurece sem vontade

E de dentro de mim esvai-se um grito:

Sentimentos em curto-circuito,

Incredulidade

 

Diz na lápide o teu apelido,

Apressadamente esculpido,

E o «aqui jaz» é um tormento

Para quem respirava do teu alento.

 

Não suporto a tua ida

Tu que nasceste para ser só vida.

Não suporto ter que saber

Que é pouco o tempo para te ver. 

 

Em versos alheios #47

 

 

«Quando já não havia outra tinta no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.
Não dispondo de papel, ele escreveu no próprio corpo.
Assim, nasceu a voz, o rio em si mesmo ancorado.
Como o sangue: sem voz nem nascente.»

 

                                          Mia Couto

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