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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Eu achava...

Celebrar a vida!

Fui crescendo com a certeza de que a palavra impossível era um mito.

Fui crescendo a acreditar que um dia todos os meus sonhos se iriam realizar. Que eu poderia ser, de facto, quem eu quisesse.

Que não seria o local onde nasci que me impediria de voar, que não seria o meu género que poderia limitar a minha vontade de ir mais longe e que não seriam nunca os outros a escolher o meu caminho.

Fui crescendo a acreditar nas pessoas, no amor, no respeito, na natureza, nos valores, no céu e no inferno.

E agora todas essas “verdades” me destroem por dentro.

Está tudo tão longe… É tudo tão incerto e difícil de alcançar!

Eu achava que quanto mais crescesse e amadurecesse mais perto estaria das minhas metas. Pensava que quanto mais experimentasse a vida, mais confiante viveria nela.

Mas enganei-me. Enganei-me redondamente. Encontrei espinhos e pétalas murchas pelo caminho. E não estava preparada.

Eu que cresci a ouvir os outros, os meus, a rirem. Rirem até que a barriga doesse e os músculos precisassem, por fim, de relaxar.

Cresci a pensar no futuro. Um bom futuro, um destino ainda melhor.

E agora oiço-os todos, do mesmo modo, a falar dele. Do futuro. Do dia que todos queremos longínquo: o último.

 

 

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

O dia mais pequeno do ano

Há muito que as mantas me cobrem as pernas e as gavetas estão aconchegadas por malhas de várias cores.

À noite, nada sabe melhor do que uma caneca quente entre os dedos. E os pés escondem-se por baixo de três pares de meias polares enquanto o pescoço se deixa envolver pela suavidade de um cachecol que dá voltas e voltas.

Um quadradinho de chocolate, daquele bem negro e com uma percentagem considerável de cacau, para que a tentação não dê lugar ao arrependimento, e os dias parecem perfeitos.

Depois, chega também a altura dos frutos secos. Castanhas cruas, cozidas ou assadas. Quentes, tão quentes como as gargalhadas de uma família reunida num simples momento de partilha.

Vêm as nozes, as uvas passas, os pinhões, os figos, as tâmaras e os doces de natal. 

 

 

Em versos alheios #48

 

«Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

O ódio transforma-se em tempo.

O amor transforma-se em tempo.

A dor transforma-se em tempo.

Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis transformam-se devagar em tempo.

Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe.»

 

                                                                       José Luís Peixoto

Em versos alheios #22

«O tempo é muito lento para os que esperam

Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.»

 

                                         Henry Van Dyke

Em versos alheios #11

O Milagre da Vida

 

«Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

 

Escrevo-te a ti, Tempo

Tempo,

 

Escrevo-te a ti sem sentimentos. Escrevo-te de improviso, da tristeza em que me envolves a expressão.

Escrevo-te para que notes nela o vazio.

Sabes?

Olho muitas vezes para trás e não te encontro. Foges-me a cada curva acentuada e eu não percebo. Eu que gosto de descobrir quem segue as pegadas deste caminho, quem vai, sem medo, ver onde chegou, fico sem saber de nada!

 

 

O tempo que o tempo tem

Não olhes para trás!

O tempo providencial não complementa os teus passos desordenados e o teu rumo perde-se numa onda vazia, a cada reflexão.

Não olhes! O tempo não pára; nem vai parar com mais um olhar inquisitivo. Não olhes porque o relógio avança desmedidamente contra o tempo que contas, mas não te tem em conta.

O tempo é o que é…

É escasso, é bruto, é ameaçador, é pesado, é incerto… E divide-se segundo ocasiões, escolhendo uma ligeireza diferente para cada uma delas.

O tempo, aquilo que todos pretendem imortalizar, é uma nova espécie em vias de extinção, selvagem e poderosa, contudo, infértil.

Dizem por aí que há tempo para tudo, mas, ironicamente, todos se queixam do tempo que não têm, do tempo que não aproveitam e daquele que é mais difícil de domar.

 

 

De 12 em 12 horas

 

 

Três horas da manhã e nada.

São voltas e voltas em vão.

Viro-me para um lado, suspiro pelo outro e não há forma de calar o que em mim acorda e não adormece. Bebi toda a água permitida para um momento e deitei-me de novo, na esperança de ter afogado os sobressaltos. Pedi, vezes sem conta, que a manhã chegasse mais cedo do que o costume e bamboleei de novo entre as preces de um adormecimento tardio e gradual. Entre lençóis frios, mortos de saudade.

 

 

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