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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

Metade

 

Sou a metade de cada fragmento

Que se reproduz e pousa em mim,

Um todo incompleto e vazio

Sem princípio mas com fim

 

Sinto deveras…

Mas um deveras pouco demais

Qual mundo sem fronteiras?

Quais homens imortais?

 

A lucidez dói, fere, ensanguenta,

Corrói a ilusão e reduz a expectativa

E a mágoa, essa, não se ausenta

De cada alma carecida.

 

 

Mutações poéticas

O tempo passou entre promessas e regressos adiados.

A vontade de voltar deixava as palavras sem efeito, o significado vão e o fôlego suspenso.

Queria dizer que seria “a sério” a partir daquele momento, mas a vida troca-nos as voltas e somos obrigados a caminhar ao abrigo das mutações poéticas. Queria ter credibilidade, mas acima de tudo queria ser verdadeira com aquilo que sabia ser a verdade.

 

 

Em versos alheios #15

«Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música.

Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.

Tem o peso de uma lembrança.

Tem o peso de uma saudade.

Tem o peso de um olhar.

Pesa como pesa uma ausência.

E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.»

 

                                                             Clarice Lispector 

 

Saudade Eterna!

Florbela Espanca: 85 anos da morte de quem é "maior do que os homens"

 

Hoje, comemorar-se-iam os seus 121 anos.

Anos de uma vida que nem sempre esteve à altura desses sentimentos “maiores do que os homens”.

A data é curiosa.

Os oitos somam-se ao talento do qual ainda hoje bebemos.

Florbela, de seu nome, a inspiração de gerações e gerações. O despertar de emoções desconhecidas, a união de palavras tristes e sós, bramindo.

Hoje, escrevo para Florbela, que nos escreveu de coração aberto, com a alma apertada.

Escrevo sem tempo, mas com uns segundos a mais que merecem ser dedicados a quem sempre teve “sede e fome de infinito”.

 

 

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