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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

Filtro dos sonhos

Um último suspiro revelou a espessura do fardo que carreguei durante dias a fio.

Acordei com um prego espetado na porta, a soleira a rastejar e os primeiros raios de sol a infiltrarem-se pela fechadura, sobre a qual o meu filtro dos sonhos pendia e baloiçava sem certezas.

Os meus olhos enxergavam a penumbra cortada a meio pelo dourado ténue de um feixe de luz perpendicular. As costas estavam entorpecidas pela dor e, de esguelha, eu conseguia ver, pelo espelho enviesado, as curvas percorrerem-me de norte a sul.

A memória tinha voltado. Aquela noite. Aquele tormento.

Não tinha forças para gritar. Não sabia sequer por quem o deveria fazer.

 

 

À procura de ti

Salgado como mar, quente como a terra

Uma lufada de ar, um amor perdido na guerra

Escaldante como o céu, reprimida como eu

Uma vida com pressa rara, um caminho que não para

 

Sinto tudo à volta:

Espadas, capacetes, itinerários, sangue e bilhetes

De despedida, de saudade, de vida partida

Em busca da outra metade

 

Lágrimas cruas, nuas, suas e tão minhas

Um querer mais da vida em subtil descrença

Mais do que um beijo à saída

 

 

Em versos alheios #47

 

 

«Quando já não havia outra tinta no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.
Não dispondo de papel, ele escreveu no próprio corpo.
Assim, nasceu a voz, o rio em si mesmo ancorado.
Como o sangue: sem voz nem nascente.»

 

                                          Mia Couto

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