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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #93

«SONETO LXX

Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.
Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.
Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste
Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.»

       

                                William Shakespeare

Aqui jaz

Quebra o gelo o esfriar do vento,

Estremece um corpo em movimento,

Padece a muralha dessa altivez

Que deste ao mundo porque nele a vês.

 

As nuvens emaranham-se pela cidade,

O dia escurece sem vontade

E de dentro de mim esvai-se um grito:

Sentimentos em curto-circuito,

Incredulidade

 

Diz na lápide o teu apelido,

Apressadamente esculpido,

E o «aqui jaz» é um tormento

Para quem respirava do teu alento.

 

Não suporto a tua ida

Tu que nasceste para ser só vida.

Não suporto ter que saber

Que é pouco o tempo para te ver. 

 

Cheira a sonhos maduros

Todos os dias está lá fora o mesmo pó: disperso no ar, turvo ao passar, embevecido pela bruma do travo transeunte.

                Descobre-se o véu

                E o louco sou eu

                Que atravesso a estrada

                Sem ver nada.

 

Cheira a sonhos maduros. Alguns deles pisados pelas quedas abruptas ao cimo da escada sem corrimão.

 

 

Entornaste-me

Entornaste-me,

Como o café que transbordou

Como a espuma derramada sobre o balcão,

Como o amor obsessivo,

A posse tardia, falsa e endiabrada

 

Sonhos, vida, crenças, tudo ali à volta…

Sem nada.

 

Não foste buscar o pano,

Não tiraste do bolso o teu lenço.

Não!

Deixaste ficar assim: 

A nódoa ressequida, o odor, a deterioração,

De alma desprovida de arrependimento ou qualquer preocupação,

O desprezo propositado,

A indiferença que rasga a pele e corta a vida.

 

 

Dia mundial da poesia

Dia especial! 

A analogia do poema da vida, dos versos de cada dia, do propósito que sigo.

Do que amo.

Do que sou.

 

Hoje, é um dia mais bonito, que lembra os poetas de outros tempos, a verdade das palavras, o amor de quem escreve, a paixão de quem lê.

Portugal é um país rico em versos,  melodias contemporâneas e esperanças tão românticas como o classicismo da sua profanação.

Poetas do mundo Além. Nação pequena para a sua genialidade.

 

Eu tento dizer o que maré silencia: os sentimentos. O sentido que se não tem. 

E cá vou, de remo em remo em busca do vocábulo mais assertivo do nó mais difícil de desemaranhar.

 

Ser poeta é ser labirinto, perder-se junto ao cais, enovelar-se para dentro, pensar mais do que se diz.

É ser o aroma que não perdura.

Perfume de um só momento.

Ser poeta é ser só. É ser apenas e não obstante.

Solstício de verão. Equinócio adjacente. 

 

Disse-o algumas vezes por aqui, embalada na corrente em que a alma embarca.

E, hoje, por ser o dia que é - arco-íris da sensibilidade, apogeu da emoção - partilho convosco o turbilhão que imprimi em cada palavra.

Palavras do coração como os filhos.

Rebentos em flor, fauna vista de longe.

A minha verdade, conquistada pelos sonhos.

A vida e a morte que lhe pertence.

 

E tanto que rabisquei nos últimos meses.

Doença. Paixão. Natureza. Amor. Desilusão.

Uma caneta e um papel e o resultado aqui, a abrir numa outra janela por onde o mar não se avista.

 

Os poemas d' O Meu Poema:

Poesia de estrada

Em teus versos escrevo o futuro,

Reinvento o tempo, melodias do passado,

E por aí, vejo e procuro

Os segredos do teu mar salgado

 

Pedaços de ternura em recantos escondidos,

Vamos por aí jurando aos ventos

Que seremos amantes livres e perdidos,

Resistentes às mudanças e aos tempos.

 

 

Em versos alheios #53

«Devido ao homem ter tendência para ser parcial para com aqueles a quem ama, injusto para com aqueles a quem odeia, servil para com os seus superiores, arrogante para com os seus inferiores, cruel ou indulgente para com os que estão na miséria ou na desgraça, é que se torna tão difícil encontrar alguém capaz de exercer um julgamento perfeito sobre as qualidades dos outros.»

 

                                                                                 Confúcio

Em versos alheios #51

«Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.»

 

                    Carlos Drummond de Andrade

Em versos alheios #31

«Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.»

 

                                                                                   Buda

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