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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #92

 

«Sim, e quantas vezes um homem deve olhar para cima
até que possa ver o céu?
Sim, e quantos ouvidos um homem deve ter
até poder ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes serão necessárias até que ele saiba
que já morreu gente demais?»

                                                                              Bob Dylan

 

Entornaste-me

Entornaste-me,

Como o café que transbordou

Como a espuma derramada sobre o balcão,

Como o amor obsessivo,

A posse tardia, falsa e endiabrada

 

Sonhos, vida, crenças, tudo ali à volta…

Sem nada.

 

Não foste buscar o pano,

Não tiraste do bolso o teu lenço.

Não!

Deixaste ficar assim: 

A nódoa ressequida, o odor, a deterioração,

De alma desprovida de arrependimento ou qualquer preocupação,

O desprezo propositado,

A indiferença que rasga a pele e corta a vida.

 

 

Dia mundial da poesia

Dia especial! 

A analogia do poema da vida, dos versos de cada dia, do propósito que sigo.

Do que amo.

Do que sou.

 

Hoje, é um dia mais bonito, que lembra os poetas de outros tempos, a verdade das palavras, o amor de quem escreve, a paixão de quem lê.

Portugal é um país rico em versos,  melodias contemporâneas e esperanças tão românticas como o classicismo da sua profanação.

Poetas do mundo Além. Nação pequena para a sua genialidade.

 

Eu tento dizer o que maré silencia: os sentimentos. O sentido que se não tem. 

E cá vou, de remo em remo em busca do vocábulo mais assertivo do nó mais difícil de desemaranhar.

 

Ser poeta é ser labirinto, perder-se junto ao cais, enovelar-se para dentro, pensar mais do que se diz.

É ser o aroma que não perdura.

Perfume de um só momento.

Ser poeta é ser só. É ser apenas e não obstante.

Solstício de verão. Equinócio adjacente. 

 

Disse-o algumas vezes por aqui, embalada na corrente em que a alma embarca.

E, hoje, por ser o dia que é - arco-íris da sensibilidade, apogeu da emoção - partilho convosco o turbilhão que imprimi em cada palavra.

Palavras do coração como os filhos.

Rebentos em flor, fauna vista de longe.

A minha verdade, conquistada pelos sonhos.

A vida e a morte que lhe pertence.

 

E tanto que rabisquei nos últimos meses.

Doença. Paixão. Natureza. Amor. Desilusão.

Uma caneta e um papel e o resultado aqui, a abrir numa outra janela por onde o mar não se avista.

 

Os poemas d' O Meu Poema:

Em versos alheios #47

 

 

«Quando já não havia outra tinta no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.
Não dispondo de papel, ele escreveu no próprio corpo.
Assim, nasceu a voz, o rio em si mesmo ancorado.
Como o sangue: sem voz nem nascente.»

 

                                          Mia Couto

Estou de volta!

Voltei!

Prometi que dia 13 estaria, de novo, pronta para continuar a escrever este poema e assim foi.

Ontem, deixei aqui uma partilha, na rubrica “Em versos alheios”, que para mim fez todo o sentido porque, por vezes, temos de usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência, da mesma forma que, há alturas em que precisamos de parar, gerir prioridades e traçar o nosso caminho, conscientemente e com serenidade.

Eu sabia que, por mais que quisesse, os meus posts não teriam a qualidade (ou a entrega) que costumavam ter porque o tempo e, acima de tudo, o meu estado de espírito não permitiriam que tal acontecesse.

 

 

Livraria Lello

 

A Livraria Lello, situada na Rua das Carmelitas na cidade do Porto, é considerada a livraria mais bonita do mundo e comemorou, no passado dia 13 de Janeiro, 110 anos.

É um ponto de atração para todos os turistas que passam por esta cidade magnífica que, infelizmente, nunca tive o privilégio de visitar, mas que espero poder concretizar esse desejo muito em breve.

 

 

Em versos alheios #31

«Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.»

 

                                                                                   Buda

Em versos alheios #28

«A música é uma rejeição triunfante do mundo em que nascemos, um «não» à natureza, um corajoso desafio a Deus e aos deuses e a toda a espécie de poderes não-humanos dos quais se pensa que moldaram o cosmo; é um mundo rival feito pelo homem.» 

 

                                                                           Walter Kaufmann

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