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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #92

 

«Sim, e quantas vezes um homem deve olhar para cima
até que possa ver o céu?
Sim, e quantos ouvidos um homem deve ter
até poder ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes serão necessárias até que ele saiba
que já morreu gente demais?»

                                                                              Bob Dylan

 

Savoir-faire

 

Ainda escrevo porque sim. Não porque tenha matéria particularmente relevante para partilhar, mas como um mecanismo catártico necessário e inerente à minha condição.

Escrever é uma grande ferramenta para quem gosta de estar sozinho, mas, acima de tudo, para quem não se coíbe de encontrar uma companhia nas palavras.

Às vezes, não sai tão direitinho como se pensou. Outras vezes, escreve-se sem olhar para trás, compulsivamente.

Querer escrever e não ser capaz provoca em mim uma consternação pungente e, por sua vez, ler o que outrora redigi, uma autocrítica que chega a ser desconcertante e que me leva, com alguma frequência, a questionar e até duvidar do meu savoir-faire.

 

Contingente

 

Escrever sobre mim é um fracasso.

Sobre o mundo? Uma humilhação. Porque nada sei, mas tudo sinto e é dessa metafísica que eu percebo.

Terra-a-terra, mano-a-mano.

Eu sou os campos verdes e viçosos, o mar quente e cheio, o céu azul estrelado, um eufemismo literal.

E às vezes farto-me de ser tanto sentimento ou de existir apenas como se à volta tudo estagna-se.

O que não falta em mim são palavras. Não é um problema genético, mas talvez uma mutação numérica justifique o mundo fantasioso que crio em meu redor. Os meus olhos procuram antónimos e farejo ao longe a mania com que os teus pés se cruzam, em metáforas e hipérbatos impercetíveis às vistas mais agasalhadas.

 

Em versos alheios #90

«Um homem precisa de viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa de viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.

 

 

Em versos alheios #88

«É este o grande drama do prazer; todas as coisas agradáveis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tanto mais depressa quanto é mais retribuído. Por isso o passado parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e injúrias e demoramo-nos sobre as vitórias.

 

 

Em versos alheios #87

«Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.»

 

                                                                                                                        Leon Tolstoi

Em versos alheios #86

«O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.»

 

                                                                                                          Maria Júlia Paes de Silva 

Em versos alheios #85

 

«Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa, sacode a poeira. Deixa de ser quem eras, transforma-se em quem és. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.»

 

                                                                                                                         Gloria Hurtado

Em versos alheios #84

«O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.»

 

                                                                                                                          D. Elhers

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