Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

 

Meteorologia

Às vezes, a vida não é fácil.

Passa por nós, leva-nos de arrastão e lá vamos aos trambolhões.

Ficamos sem vontade de agir e as palavras secam. Não sabemos o que fazer.

Perdemos a direção, questionamos o rumo e todas aquelas escolhas que nos conduziram a este beco com tantas saídas e tão pouca luz.

Olhamos para os lados, cabisbaixos, e ninguém nos estende a mão, ninguém é quem procuramos, ninguém é aquilo que queremos.

 

 

Esquartejada

Vai longe o tempo em que a vida era feita de sonhos a desvendar.

Hoje, a história é outra e o café já não se bebe no encosto da janela com vista para o mar.

Trocamos promessas, trocamos sorrisos e alianças pelos dedos fora. Escrevemos poemas, bebemos do cálice a jura deste amor.

Já não te conheço, já não te entendo, já não te quero.

Elipse tua, analepse minha, presente sem cronologia elucidativa.

Enganei-me. Enganaste-me.

Não tenho bem a certeza.

O estanho sente-se a quebrar, a madeira em falha, os soluços em repressão.

Lábios em formatura até à convexão do riso altruísta, sonhador, visionário, perfeito de outrora.

Fomos dois corpos num só caminho que se fragmentou em pedaços inconsequentes de amor louco, varrido e sem ideias.

 

 

Em versos alheios #65

« (...) 

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar.

 

 

Poesia de estrada

Em teus versos escrevo o futuro,

Reinvento o tempo, melodias do passado,

E por aí, vejo e procuro

Os segredos do teu mar salgado

 

Pedaços de ternura em recantos escondidos,

Vamos por aí jurando aos ventos

Que seremos amantes livres e perdidos,

Resistentes às mudanças e aos tempos.

 

 

Em análise (1) - A Fórmula da Saudade

Bom dia!

Terminei, ontem, a leitura do livro A Fórmula da Saudade, escrito por Daniel Oliveira: apresentador, subdiretor de gestão e desenvolvimento de conteúdos da estação de Carnaxide e ainda diretor da SIC Caras.

 

Dessa forma decidi, tal como prometido, falar-vos um pouco do livro e dar-vos a conhecer a minha opinião sobre o mesmo.

Este é o segundo romance do autor, sendo que o primeiro se intitula de A Persistência da Memória.

Pelo que consegui averiguar, os livros têm um certo seguimento e A Fórmula da Saudade é, no fundo, a continuação do primeiro livro.

 

 

Inebriados pela chama

Cigarros acesos, luzes refletoras, cores gritantes, palavras ocas, sorrisos histéricos, almas vazias, mentes extintas.

O poder de uma noite ao relento: sem sabor, sem memórias, sem sentido.

Os ingredientes necessários, o perigo recorrente e o prolongamento da efemeridade da vida.

Passam-se duas horas. Os efeitos são estupefacientes num corpo que pede água viva para despertar das trevas.

Os movimentos lembram marionetas bem conduzidas em dias de espetáculo. O corpo retrata a indiferença dos fantoches estáticos sem rumo, verdade ou poder de decisão.

Vamos a meio e metemos a quarta sem sustentar a velocidade. Rimos para cima. Para onde os olhos ainda conseguem decifrar uns pontos reluzentes no meio da escuridão.

 

 

Em versos alheios #47

 

 

«Quando já não havia outra tinta no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.
Não dispondo de papel, ele escreveu no próprio corpo.
Assim, nasceu a voz, o rio em si mesmo ancorado.
Como o sangue: sem voz nem nascente.»

 

                                          Mia Couto

Escolhi ser diferente

Escolhi para mim uma vida diferente.

Fiz planos, tracei metas e, por momentos, escrevi num diário as crónicas de um dia-a-dia atribulado.

As minhas vivências, a playlist dos meus sonhos, as frases feitas, e tão bem feitas, que me encheram o coração mais do que a vista.

Enchi duas dúzias de linhas azuis escuras com fragmentos marcantes, cravados na minha pele.

Esbocei atalhos e determinei roteiros: pontos de partida, pontos de chegada e a liberdade de me querer deixar levar pelo que gosto, pelo que sou, pela maré em terra firme.

 

 

Mais sobre mim

Seguir perfil

A ler:

Calendário

Março 2017

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D