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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

 

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

Amanhã nascerá uma flor

Hoje choveu todo o dia.

Começou de manhã bem cedo.

Pequenos fios de água mansa batiam contra a janela do meu quarto, quando o relógio despertou e a chuva começou a cair dentro de mim.

Eram aguaceiros fracos, memórias pertinentes que alimentavam a saudade dos dias de inverno vigoroso. As mantas ao xadrez enroscadas nas pernas esguias, estendidas sobre o verde murcho do mesmo sofá, de pele, de sempre.

 

 

«A criança que fui chora na estrada»

Tenho na reserva sonhos repartidos, encaixotados, colocados em fila, ordeiramente.

Tenho os diários que rabisquei, as mandalas que pintei, os tesouros que tive e imaginei.
Tenho poemas e rimas emparelhadas, versos alexandrinos e pedaços de papel amorrotados; memórias enroladas bruscamente, lágrimas salgadas e, de repente, papel de prata a denunciar as consequências dos recorrentes estados neuróticos. 

Tenho os textos que escrevi, as palavras que nunca li, os significados indecifráveis.

 

Estou perdida de regresso ao passado.
Sentada no meio de um pedaço de mofo melancólico que desperta saudade, que comove, que relembra e me faz voltar onde fui feliz, onde caí e tropecei, levantei e repeti.

O chá arrefece e ganha o gosto dos outros tempos. Os tempos em que a avó aquecia o leite e lhe misturava canela divina. Os tempos em que tudo me sabia bem, pela vida, enquanto as mãos daquela figura deliciosa se apoderavam da fragilidade proeminente das minhas bochechas redondas e macias.
Ah...
Que saudade de tudo o que queria viver a correr, sem esperar ou perceber.

O tempo passou, o tempo levou, deixou um vazio que não se preenche.

Agora tudo se resume a pouco. E o pouco é tanto.

 

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