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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Não! Não vou por aí...

A vida ainda me espanta!

Esta chama que permanece com fulgor numa procura ininterrupta pela claridade. Este tempo indomável que se dilui nas margens do rio. Esta estrela, em céu aberto, que o rasga e enviesa num grito de imensidão vulnerável. Esta esfera comedidamente redonda e tão pouco singular.

À medida que subo os degraus, perco-me por não me deixar guiar, desdobro-me em múltiplas emoções por não me querer conter. Vou de mãos livres e de coração cheio, dispensando os corrimões pintados, cobertos por tinta num processo progressivo de maceração.

É esta a penitência de quem não esquece o seu passado. Trata-se de um corretivo para quem, como eu, vê o mundo turvo. Para quem, como eu, passou, ouviu e levou consigo uma herança de verdades certas e inquestionáveis, das quais, inconscientemente, ousou duvidar.

Eu que sou cinza, somente esta poeira onde os passos se aligeiram e as vozes ecoam, onde impossível seria contestar aquilo que vejo, mas onde o cristalino se afasta cada vez mais da retina.

Desde pequenos que nos cortam as asas.

 

 

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

Crise de valores

Os últimos dias têm sido marcados por bárbaros acontecimentos que têm deixado a população incrédula com o rumo pelo qual a nossa sociedade parece estar a enveredar.

Falo de tudo: dos incêndios provocados por mão criminosa que destroem uma nação, deixando em cinzas o trabalho de anos e anos a fio; dos maridos que matam as suas esposas e, não raras vezes, se suicidam de seguida; de um homem que assassina e esconde o corpo de três mulheres, uma das quais grávida de um filho seu; dos jovens que se agridem brutalmente sem motivo que o justifique – porque nada justifica a incivilidade que nos tem vindo a ser retratada pela imprensa – e da forma como encaramos, passivamente, todas estas situações.

Pergunto-me muitas vezes o que é que está mal, o que é que se passa na cabeça das pessoas, em que é que este mundo se está a tornar, mas não encontro respostas válidas nem argumentos que me tranquilizem.

 

 

És livre?

E hoje que sou livre, ressoam os cantos das aves e vibram da cítara as cordas harmoniosas. E hoje, que assim é, o sol resplandece em território Português e brinda aos heróis do mar desbravado, ao nobre povo, à nação valente.

Cravos vermelhos, vermelhaços, vermelhuços, vermelhões. Sangue na mesma tonalidade crescente de sofrimento e de paixão, de amargura e de vitória, de guerra, de paz, de conquista.

Hoje, estamos felizes porque é feriado.

Somos cidadãos e cidadãs incautos. Uma cidadania que, por vezes, não prevalece.  

Revela-se um desinteresse sarcástico pelo que pensamos ser um bem adquirido e, ao longo do tempo, tudo o que obtivemos se vai perdendo pelas águas desanuviadas do Tejo.

 

 

Pensar em nada, sentir tudo!

Corri pelos sonhos presos à calçada, dobrei esquinas, vivi os cheiros, amei os pedaços de tinta e o esvoaçar das gaivotas que cruzavam o céu em trajetórias desalinhadas, curvilíneas e arrebatadoras.

Cá em baixo, a magnificência de uma sombra desnorteada e passageira, o cheiro das sardinhas a palpitar na brasa, o ómega 3 de uma vida, a cidade em dias amenos.

Atravessei a avenida em rodopios despreocupados, os braços erguidos em movimentos torsionais, as danças sem ritmo, a leveza dos “pés de chumbo” descalços, a despreocupação total.

Só eu! Eu e todos os sentidos, como nunca, apurados.

 

 

Índigo Carmim

Passei pelo mundo.

De olhos revezados, pelo corante insípido dos teus passos, troquei os pés.

Dei meia volta, numa pirueta envergonhada de não saber.

Gatinhei pelos prados verdes, ouvi o entristecer das gaivotas, o choro das cascatas altas e impetuosas e o ar sem cabeça ou cabecilha da sensibilidade do leito, pelo qual, os lábios se cruzam em pregos fundos, desenferrujados, amantes, sonhados, comprometidos.

 

 

Em versos alheios #28

«A música é uma rejeição triunfante do mundo em que nascemos, um «não» à natureza, um corajoso desafio a Deus e aos deuses e a toda a espécie de poderes não-humanos dos quais se pensa que moldaram o cosmo; é um mundo rival feito pelo homem.» 

 

                                                                           Walter Kaufmann

Em versos alheios #10

 

«Somos jovens quando temos muito para amar, anda-se pelos dias à procura de um motivo e quando o encontramos percebe-se que não há motivos, apenas urgência, o tempo a derreter-se entre os dedos e o futuro curto para o espaço que os sonhos ocupam.»

 

                                                              Pedro Chagas Freitas

Vou contar-te uma história

Vou contar-te uma história.

Dizer-te que “era uma vez” uma menina igual a todas as outras que não viveu feliz para sempre.

Porque o “para sempre” é um mito e eu não quero que te iludas.

Vou contar-te uma história real sem príncipes encantados, sapatos perdidos ou superpoderes.

Vou contar-te a história de uma menina cuja vida também era feita de passos lentos na escuridão.

Porque o teu maior medo é o medo do escuro.

E vê-se tão bem quando apagas a luz para dormir…

O candeeiro apaga-se e eu vejo o desenrolar de uma fita cheia de sonhos e promessas. Vejo o paraíso e não, não to vou descrever porque um dia encontrarás o teu, depois de andares perdida pela estrada, depois de te sentires só no meio da multidão, após perceberes qual é o papel que desempenhas. Tu, o rosto da verdade e da transparência.

 

 

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