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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Cor do vento

Voltaram os dias cinzentos, as luzes pálidas, os rostos cravados no que foi e já não é: nos acontecimentos intragáveis, nos dias irreversíveis, nas memórias imaculadas que restam do sonho inoportuno do horizonte.

Voltaram os passos largos e voláteis dos corredores assoberbados e voltei eu também.

Vim para viver a nostálgica saudade do ontem, a ansiedade irremediável do hoje e a incerteza de todos os outros dias que suporto.

Os novos desafios, os dilemas, as novas oportunidades. Enfim! Os momentos que me fazem estar certa de que também o passado é um tempo incerto. De que também viver nele será somente redescobrir o mesmo erro, repeti-lo, rejeitá-lo, ser-lhe servo e crescer.

Acredito que a adversidade nos faz melhores: cientes dos obstáculos, trabalhadores em prol de uma causa. E, muitas vezes, essa causa somos nós próprios!

 

 

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

Contingente

 

Escrever sobre mim é um fracasso.

Sobre o mundo? Uma humilhação. Porque nada sei, mas tudo sinto e é dessa metafísica que eu percebo.

Terra-a-terra, mano-a-mano.

Eu sou os campos verdes e viçosos, o mar quente e cheio, o céu azul estrelado, um eufemismo literal.

E às vezes farto-me de ser tanto sentimento ou de existir apenas como se à volta tudo estagna-se.

O que não falta em mim são palavras. Não é um problema genético, mas talvez uma mutação numérica justifique o mundo fantasioso que crio em meu redor. Os meus olhos procuram antónimos e farejo ao longe a mania com que os teus pés se cruzam, em metáforas e hipérbatos impercetíveis às vistas mais agasalhadas.

 

Pelos teus olhos

Mais um dia visto pelos teus olhos.

Como se entrasse dentro da tua perspetiva e fosse eu o caminheiro da calçada que degrada o tempo, em simbiose.

Talvez fossemos nós as espadas e o bilhar, o assombro e o ressurgimento dos dias à porta, da fila de espera sem fim à vista, do lume aceso, chama em cinza, propósito sem razão.

Vejo por ti o mundo que gostava que espreitasses e descobrisses: templos sagrados, na presença evangélica de dois seres em descoberta.

Somei dias e embrulhei-os na linha ténue do meu horizonte.

 

 

Escolhi ser diferente

Escolhi para mim uma vida diferente.

Fiz planos, tracei metas e, por momentos, escrevi num diário as crónicas de um dia-a-dia atribulado.

As minhas vivências, a playlist dos meus sonhos, as frases feitas, e tão bem feitas, que me encheram o coração mais do que a vista.

Enchi duas dúzias de linhas azuis escuras com fragmentos marcantes, cravados na minha pele.

Esbocei atalhos e determinei roteiros: pontos de partida, pontos de chegada e a liberdade de me querer deixar levar pelo que gosto, pelo que sou, pela maré em terra firme.

 

 

Vou contar-te uma história

Vou contar-te uma história.

Dizer-te que “era uma vez” uma menina igual a todas as outras que não viveu feliz para sempre.

Porque o “para sempre” é um mito e eu não quero que te iludas.

Vou contar-te uma história real sem príncipes encantados, sapatos perdidos ou superpoderes.

Vou contar-te a história de uma menina cuja vida também era feita de passos lentos na escuridão.

Porque o teu maior medo é o medo do escuro.

E vê-se tão bem quando apagas a luz para dormir…

O candeeiro apaga-se e eu vejo o desenrolar de uma fita cheia de sonhos e promessas. Vejo o paraíso e não, não to vou descrever porque um dia encontrarás o teu, depois de andares perdida pela estrada, depois de te sentires só no meio da multidão, após perceberes qual é o papel que desempenhas. Tu, o rosto da verdade e da transparência.

 

 

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