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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Página 366

 

O último dia do ano.

Há sempre muito para dizer. Fazemos os balanços e traçamos novas metas. Olhámos para trás e queremos muito, nesse instante, olhar para a frente. Sabemos os momentos que nos marcaram, mas sabemos também onde queremos ir. E é essa ideia que nos move.

Maravilhoso pensar em tantos outros dias para poder fazer mais, para poder fazer diferente, para aprender, para crescer, para viver…

Este ano, não escrevi sobre o que li nem sobre as músicas que escutei, nem tão pouco sobre os momentos mais especiais de 2016. Não escrevi porque fui escrevendo essa mesma história ao longo do tempo, ao longo de todos estes dias, durante todo este ano, na minha pele.

Envelheceu-me, 2016. Trouxe-me outra bagagem, ensinou-me muito!

 

 

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

À procura de ti

Salgado como mar, quente como a terra

Uma lufada de ar, um amor perdido na guerra

Escaldante como o céu, reprimida como eu

Uma vida com pressa rara, um caminho que não para

 

Sinto tudo à volta:

Espadas, capacetes, itinerários, sangue e bilhetes

De despedida, de saudade, de vida partida

Em busca da outra metade

 

Lágrimas cruas, nuas, suas e tão minhas

Um querer mais da vida em subtil descrença

Mais do que um beijo à saída

 

 

Éramos todos humanos...

No meio das palavras vazias, ouvem-se os estilhaços da verdadeira crueldade.

 

De repente, o choque apodera-se da liberdade das entranhas.

Sentimo-nos como um pássaro ferido na asa: a liberdade depenada, o coração vazio, a mente bloqueada pelo medo.

Ficamos boquiabertos, sem reação, embasbacados...

Soltos à deriva das lágrimas que o sangue derramou: o sangue da humanidade!

Faltam as palavras, tamanho é o sentimento de revolta e incompreensão... Falta-nos tudo!

 

 

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