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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Pouco meu

Às vezes olho para mim de lado.

Como um estranho que julga conhecer o turbilhão de pensamentos que em passos largos se dissolvem por entre rotinas cruzadas e transeuntes incomuns.

Às vezes até sinto que o que sou é pouco meu. Porque me é estranha aquela sensação de estranheza.

E julgo, perante os dedos que se tocam, ser pouco mais do que uma defesa contra cada fragmento estilhaçado na penumbra.

Pedaços de sonho hipotéticos. Utopias de banda larga.

Estou tão fora como dentro, desmembrada da fisiologia sem querer ir nem querer voltar.

E somam-se os dias: um valor absoluto e pesado do que perdi por não saber o que querer ganhar.

Tanta vida no Inverno. Tantas ondas e um mar inerte.

Como eu. Sem condições ou metafísica. Sem futuro nem presente.

Um eu doente. Da alma. Do soro que escorre ignominiosamente.

Autoimune na resposta. Em desalinho. Pelo cansaço escrito em prosa e a vida entoada em hino.

Metade

 

Sou a metade de cada fragmento

Que se reproduz e pousa em mim,

Um todo incompleto e vazio

Sem princípio mas com fim

 

Sinto deveras…

Mas um deveras pouco demais

Qual mundo sem fronteiras?

Quais homens imortais?

 

A lucidez dói, fere, ensanguenta,

Corrói a ilusão e reduz a expectativa

E a mágoa, essa, não se ausenta

De cada alma carecida.

 

 

Índigo Carmim

Passei pelo mundo.

De olhos revezados, pelo corante insípido dos teus passos, troquei os pés.

Dei meia volta, numa pirueta envergonhada de não saber.

Gatinhei pelos prados verdes, ouvi o entristecer das gaivotas, o choro das cascatas altas e impetuosas e o ar sem cabeça ou cabecilha da sensibilidade do leito, pelo qual, os lábios se cruzam em pregos fundos, desenferrujados, amantes, sonhados, comprometidos.

 

 

Em versos alheios #31

«Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.»

 

                                                                                   Buda

Insónia

São três da manhã.

A alma permanece deitada, presa pelo conforto de um desassossego incontrolável.
Alumia-me um feixe de luz , um farol improvisado, um guia sem destino.

 

Estou ensonada, sem palavras ou pretextos.

 

O dia foi longo, a noite morosa.
Tenho pesadelos, medo de trovões, frio de tudo.
E no meio de tudo isso, uma palavra por dizer.

 

Procuro a palavra no meio dos lençóis, como um predador procura a sua presa. E tão feroz é essa sede que passo por ela e continuo.
Digo que continuo à procura, que nada me sacia e não espero.
Percorro filosofias e acabo a morder o lábio inferior, com sede de mais, com raiva de mais, com impaciência a mais.

 

São três da manhã e já dormi tudo. 

 

 

É um meio cheio de insensatez

 

É um meio cheio de insensatez, esta vida que percorre as linhas descontínuas da solidão.
É um ermo, intacto e vazio que perfura a pele destas cartas vazias, pousadas sobre a angústia de um passado presente.
É o sonho, é a vida, é um todo descontente.

 

Passar pelas brasas, passar pelas chamas, queimar e morrer ao relento, no rescaldo de um ser em erupção.
Somos a nossa própria lava!

 

E o mundo pousa, devagar, em cada lugar seu. 

A confusão vem com o tempo.
O movimento giratório que não para, a turbulência do tráfego em ondas perpétuas, em espirais inacabadas. Um só fim, um só lugar.

 

Toxinas da alma

 

 

É na suavidade dessa terra molhada que procuro a essência, um bocado de nada.

Há sonhos que passam por nós na fantasia de uma vida idealizada, na realidade de um espírito perturbado.

Há dias em que o antes se repete e escurece e magoa.

 

E tu onde estás, amigo de todas as horas?

Sinto-me tão pequena, tão frágil, tão inocente.

Preciso apenas de uma parede fria e consistente.

Preciso apenas de um pedaço mais pequeno que eu. Preciso de não ser isto, de não ser só isto.

 

 

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