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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

III Capítulo / Página 60

Continuo a ler o mesmo livro. Há meses que o levo para onde quer que vá. Há dias que evito cruzar-me com ele. Nesses dias, sombrios fora de mim, volto a ouvir as mesmas canções. As que outrora me entorpeceram com as suas melodias, as que dantes repeti incessantemente até conhecer o perfil das mais diversas cadências, até que mais nenhuma tonalidade chegasse para me arrebatar.

De tempos a tempos, deixo o corpo inerte maravilhar-se como se fosse a primeira vez. E todo ele flui pelos acidentes de cada pauta.

Revivo o tempo, aclaro as memórias, enxugo os desgostos ou o simples cansaço que brota em pequenos soluços inaudíveis e, assim simplesmente, consciente da amargura, anseio ver o mundo pelos olhos de uma criança.

 

 

Instagramirrealidade

Talvez por dentro o sol se desdobre.

Seja parte repartida de si, poeira reluzente, intensidade, contraste e saturação.

Talvez o rio adormeça na margem, a lua seja nova e a maré um pouco cheia.

Seja o pão a entrar para o forno, o cigarro apagado, a constelação em gravidade.

Talvez o medo assombre o teu descanso, o teu corpo recalcado, a tua mente entresilhada.

E deambules e bamboleies e voltes ao início da estrada.

Talvez por dentro o pleno seja vazio e disfuncional.

Irreconhecível como as figuras à mercê do nevoeiro.

E por fora, tudo o que sentes, deveras intemporal como se o mundo parasse e tu fosses o passageiro.

Talvez seja sorte o seu parecer estático, o acontecer só dentro de mim e fora de ti, mas os filtros esgotam a certeza do que viemos fazer aqui.

Ajustamos o tempo e preferimos as sombras à luminosidade.

Enganamo-nos no contraste e de negro realçamos a realidade.

Talvez por dentro o melhor seja definir uma certeza porque com a lente vês, mas não sentes a tua natureza.

Seja como for: liga-te à terra, constrói a tua própria galeria e define a tua vida.

Porque talvez regresses ao menu e nele descubras o bloqueio como ponto de partida.

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