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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Eu achava...

Celebrar a vida!

Fui crescendo com a certeza de que a palavra impossível era um mito.

Fui crescendo a acreditar que um dia todos os meus sonhos se iriam realizar. Que eu poderia ser, de facto, quem eu quisesse.

Que não seria o local onde nasci que me impediria de voar, que não seria o meu género que poderia limitar a minha vontade de ir mais longe e que não seriam nunca os outros a escolher o meu caminho.

Fui crescendo a acreditar nas pessoas, no amor, no respeito, na natureza, nos valores, no céu e no inferno.

E agora todas essas “verdades” me destroem por dentro.

Está tudo tão longe… É tudo tão incerto e difícil de alcançar!

Eu achava que quanto mais crescesse e amadurecesse mais perto estaria das minhas metas. Pensava que quanto mais experimentasse a vida, mais confiante viveria nela.

Mas enganei-me. Enganei-me redondamente. Encontrei espinhos e pétalas murchas pelo caminho. E não estava preparada.

Eu que cresci a ouvir os outros, os meus, a rirem. Rirem até que a barriga doesse e os músculos precisassem, por fim, de relaxar.

Cresci a pensar no futuro. Um bom futuro, um destino ainda melhor.

E agora oiço-os todos, do mesmo modo, a falar dele. Do futuro. Do dia que todos queremos longínquo: o último.

 

 

Página 366

 

O último dia do ano.

Há sempre muito para dizer. Fazemos os balanços e traçamos novas metas. Olhámos para trás e queremos muito, nesse instante, olhar para a frente. Sabemos os momentos que nos marcaram, mas sabemos também onde queremos ir. E é essa ideia que nos move.

Maravilhoso pensar em tantos outros dias para poder fazer mais, para poder fazer diferente, para aprender, para crescer, para viver…

Este ano, não escrevi sobre o que li nem sobre as músicas que escutei, nem tão pouco sobre os momentos mais especiais de 2016. Não escrevi porque fui escrevendo essa mesma história ao longo do tempo, ao longo de todos estes dias, durante todo este ano, na minha pele.

Envelheceu-me, 2016. Trouxe-me outra bagagem, ensinou-me muito!

 

 

Feliz Natal!

Hoje, quero apenas desejar-vos um Santo e Feliz Natal! 

Que não falte nada na vossa mesa e que, acima de tudo, se ouçam muitas gargalhadas.

Que a vossa luz interior brilhe intensamente e que não se apague o amor do vosso coração.

Que não vos falte saúde nem paz e que, dentro de nós, haja tempo para nos lembrarmos daqueles que já partiram e daqueles que hoje, infelizmente, não poderão ter um Natal digno, feliz e seguro. 

Que hoje voltemos a nossa atenção para quem verdadeiramente amamos. Para todos aqueles que dão sentido à nossa vida, para os que não nos deixam desistir, para os que nos estendem a sua mão, para os que são, efetivamente, insubstituíveis!

A vocês, um agradecimento muito especial por lerem o que escrevo e por também fazerem parte do meu Natal! 

Que nunca nos faltem as palavras e que possamos sempre expressar os nossos sentimentos e opiniões, sem medos. 

Que possamos sempre celebrar o amor e escrever o mais bonito de todos os poemas!

 

FELIZ NATAL!

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

 

O Natal és tu!

«O Natal és tu, quando decides nascer de novo em cada dia e deixar Deus entrar na tua alma.
A árvore de Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e procuras unir.
És também luz de Natal, quando com a tua vida iluminas o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.

 

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

O dia mais pequeno do ano

Há muito que as mantas me cobrem as pernas e as gavetas estão aconchegadas por malhas de várias cores.

À noite, nada sabe melhor do que uma caneca quente entre os dedos. E os pés escondem-se por baixo de três pares de meias polares enquanto o pescoço se deixa envolver pela suavidade de um cachecol que dá voltas e voltas.

Um quadradinho de chocolate, daquele bem negro e com uma percentagem considerável de cacau, para que a tentação não dê lugar ao arrependimento, e os dias parecem perfeitos.

Depois, chega também a altura dos frutos secos. Castanhas cruas, cozidas ou assadas. Quentes, tão quentes como as gargalhadas de uma família reunida num simples momento de partilha.

Vêm as nozes, as uvas passas, os pinhões, os figos, as tâmaras e os doces de natal. 

 

 

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

Em versos alheios #15

«Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música.

Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.

Tem o peso de uma lembrança.

Tem o peso de uma saudade.

Tem o peso de um olhar.

Pesa como pesa uma ausência.

E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.»

 

                                                             Clarice Lispector 

 

Saudade Eterna!

É hoje: Happy Birthday Jesus!

 

É hoje!

É hoje o dia tão aguardado, é hoje que vamos estar todos juntos, à mesa, a comemorar o Natal.

O verdadeiro Natal que se faz de amor, de paz, de entrega, de união, de família…

É hoje que vamos estar com aqueles que já não vemos há algum tempo, é hoje que vamos entregar os presentes que ainda não compramos e distribuir sorrisos.

É hoje!

É hoje que nos vamos lembrar daqueles que não vão ter um natal feliz, como o nosso – a mesa e o coração cheios-, daqueles que faltam, daqueles que não vão chegar porque partiram. Daqueles que deixaram o lugar vazio, para sempre.

 

 

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