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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #94

«Devemos aprender a despertar e a manter-nos despertos, não por meios mecânicos, mas por uma expectativa infinita da madrugada, o que não nos abandonará mesmo no nosso sono mais profundo. Não sei de nenhum facto mais encorajador do que a habilidade inquestionável do homem para elevar a sua vida por um esforço consciente.

É algo para ser capaz de pintar um quadro especial, ou esculpir uma estátua, e assim fazer alguns objetos bonitos, mas é muito mais glorioso esculpir e pintar a própria atmosfera e o meio através do qual olhamos.»

 

                                                                                                          Henry David Thoreau

Tantas vezes

Sem fundamento transformo-me no pior que posso ser.

Mudo a expressão, sinto os sentimentos a rebobinar, a mágoa a crescer, o incontrolável a sobressair e uma tristeza profunda a colaborar com este estado crítico.

Dor, saudade, vazio.

Tantas vezes me repito e me maldigo. Tantas vezes chego a casa, de rastos: joelhos esfolados, alma vã, coração adormecido.

Visto o pijama a correr, deito-me, cubro-me e fecho os olhos. Enrolo-me, diminuo o tamanho desta vida, por si só vestigial, e choro desalmadamente num abafo breve, egoísta, assolador.

Choro por saber que amanhã é mais um dia.

 

 

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