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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Cor do vento

Voltaram os dias cinzentos, as luzes pálidas, os rostos cravados no que foi e já não é: nos acontecimentos intragáveis, nos dias irreversíveis, nas memórias imaculadas que restam do sonho inoportuno do horizonte.

Voltaram os passos largos e voláteis dos corredores assoberbados e voltei eu também.

Vim para viver a nostálgica saudade do ontem, a ansiedade irremediável do hoje e a incerteza de todos os outros dias que suporto.

Os novos desafios, os dilemas, as novas oportunidades. Enfim! Os momentos que me fazem estar certa de que também o passado é um tempo incerto. De que também viver nele será somente redescobrir o mesmo erro, repeti-lo, rejeitá-lo, ser-lhe servo e crescer.

Acredito que a adversidade nos faz melhores: cientes dos obstáculos, trabalhadores em prol de uma causa. E, muitas vezes, essa causa somos nós próprios!

 

 

Página 366

 

O último dia do ano.

Há sempre muito para dizer. Fazemos os balanços e traçamos novas metas. Olhámos para trás e queremos muito, nesse instante, olhar para a frente. Sabemos os momentos que nos marcaram, mas sabemos também onde queremos ir. E é essa ideia que nos move.

Maravilhoso pensar em tantos outros dias para poder fazer mais, para poder fazer diferente, para aprender, para crescer, para viver…

Este ano, não escrevi sobre o que li nem sobre as músicas que escutei, nem tão pouco sobre os momentos mais especiais de 2016. Não escrevi porque fui escrevendo essa mesma história ao longo do tempo, ao longo de todos estes dias, durante todo este ano, na minha pele.

Envelheceu-me, 2016. Trouxe-me outra bagagem, ensinou-me muito!

 

 

Aqui jaz

Quebra o gelo o esfriar do vento,

Estremece um corpo em movimento,

Padece a muralha dessa altivez

Que deste ao mundo porque nele a vês.

 

As nuvens emaranham-se pela cidade,

O dia escurece sem vontade

E de dentro de mim esvai-se um grito:

Sentimentos em curto-circuito,

Incredulidade

 

Diz na lápide o teu apelido,

Apressadamente esculpido,

E o «aqui jaz» é um tormento

Para quem respirava do teu alento.

 

Não suporto a tua ida

Tu que nasceste para ser só vida.

Não suporto ter que saber

Que é pouco o tempo para te ver. 

 

Feliz Natal!

Hoje, quero apenas desejar-vos um Santo e Feliz Natal! 

Que não falte nada na vossa mesa e que, acima de tudo, se ouçam muitas gargalhadas.

Que a vossa luz interior brilhe intensamente e que não se apague o amor do vosso coração.

Que não vos falte saúde nem paz e que, dentro de nós, haja tempo para nos lembrarmos daqueles que já partiram e daqueles que hoje, infelizmente, não poderão ter um Natal digno, feliz e seguro. 

Que hoje voltemos a nossa atenção para quem verdadeiramente amamos. Para todos aqueles que dão sentido à nossa vida, para os que não nos deixam desistir, para os que nos estendem a sua mão, para os que são, efetivamente, insubstituíveis!

A vocês, um agradecimento muito especial por lerem o que escrevo e por também fazerem parte do meu Natal! 

Que nunca nos faltem as palavras e que possamos sempre expressar os nossos sentimentos e opiniões, sem medos. 

Que possamos sempre celebrar o amor e escrever o mais bonito de todos os poemas!

 

FELIZ NATAL!

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

 

O Natal és tu!

«O Natal és tu, quando decides nascer de novo em cada dia e deixar Deus entrar na tua alma.
A árvore de Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e dificuldades da vida.
Os enfeites de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e procuras unir.
És também luz de Natal, quando com a tua vida iluminas o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.

 

Até tenho saudades...

Deixei de falar com o passado.

Lembro-me às vezes das nossas conversas, daqueles conselhos dados pelo espelho retrovisor e dos dilemas captados por uma lente ainda sem risco algum.

Era eu e o banco de trás com três cintos que pouco apertavam e uns carrapitos desprendidos de infelicidades.

Eram os domingos em que ainda havia tempo para ir descobrir cidades. Eu no meio de dois braços fortes, de duas mãos suaves, de dois seres que amo.

Até tenho saudades!

 

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

Até onde?

 

Sei que o tempo se escapa e que a vida corre para a morte. Vai no caminho, tão depressa como o pôr de um sol que desponta no outono de um verão em despedida.

As janelas abrem-se para correr o ar e lá fora os lampiões são o retrato esbatido de um clarão a desfocar a vista que se prende nos pequenos pontos que cintilam lá no alto do seu esplendor. O céu longínquo, frio, escuro e idílico.

A estrada vai-se deixando para trás à medida que o velocímetro dispara e o coração acelera. Desejos vorazes, vontades sôfregas, ânsias em chama, palavras a ricochetearem a mente num vai e vem duvidoso.

Aos arranques, ecoa o motor em andamento: ritmo descompassado, absorto em pensamentos díspares, em melancolias passadas, em desejos ainda por desvendar.

E é tudo tão aleatório como esta estadia que nunca chegamos a perceber, tão reconfortante como repetir todas as manhãs, em aconchego, um mantra budista.

 

 

Trilho

O cheiro da terra molhada apoderava-se de todos os meus sentidos à medida que, cuidadosamente, descia a colina através de um carreirinho estreitamente bem desenhado, delimitado por marcos de pedra, minuciosamente recortados pelo vento.

As nuvens moviam-se devagar e o meu cabelo unia-se por pequenas gotículas de um orvalho praticamente extinto.

Tinha uma mochila a cobrir-me as costas e uma vara de madeira robusta a acompanhar-me as passadas. Um mapa entrelaçado nos dedos e uma adrenalina aprazível a despontar pelo ventre.  

Era o mundo em vista por descobrir. O realizar do maior de todos os projetos: conhecer-me.

De olhos erguidos e corpo firme, segui o meu caminho sem destino. Até onde o coração quisesse levar os pés. Até onde os pés quisessem levar a alma.

E deixei de ter medo. 

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