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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Sempre o mesmo tema: Humanidade

Sempre o mesmo tema.

Conversa fiada, passatempo de quem quer conhecer mais do que o seu umbigo enfarruscado. A garrafa vai a meio e a sabedoria destroca-se em goles profundos.

Vê-se o horizonte e o adormecer ao relento das setes vidas felpudas.

Vê-se o bater das chinelas rua abaixo e rua acima. Apregoam-se os melhores negócios e a cidade silencia, varre o mundo e a certeza. O tempo e a calmaria. A luz e a nostalgia.

Uma vida de trabalho, de pele tisnada pelo sol e pelos filhos.

 

A fruta apodrece e de amarelo se pintam as alfaces outrora viçosas.

O ciclo da vida o bater das asas.

Rodopiam hemisférios e a noite cai com as estrelas, na solidão da maresia em pleno ventre de emoções.

Ficamos por aqui no mesmo tema a adivinhar as constelações sem saber o que fizemos, por onde andamos, por que galáxia bate o nosso planeta. Como se tudo fosse o acordar de um sonho sem perceber a irrealidade e o prazer de a poder viver. Como se tudo fosse aquilo que vemos e nada mais. Como se a lua fosse uma única face e o resto indiferença.

Sempre o mesmo tema.

As questões existenciais, as vontades de tudo, as ações em nada. A futilidade característica, a proteção na mentira, na omissão de um mundo diferente entre paredes e assoalhadas.

Um dia, chegaram até a inventar a humanidade, num desses tempos parados de espera. E, hoje, quando o sol deu de caras comigo eu percebi que ela existe, mas não é nossa.

É de quem a espalhou sem a concretizar! E vai com o vento, move-se com o tempo. Desaparece. Volátil como os dias contados à sombra dos desejos. Humanidade para connosco. Para com as nossas próprias vontades. Para com o trilho que decidimos percorrer de mãos dadas com os pés e o corpo em deambulação incerta.

Nós mudamos e nós descobrimos. E nós não sabemos o que é Isto. Nós não estamos confortáveis com Isto. Isto que somos nós: sempre o mesmo tema. Sempre a mesma incógnita. Sempre os mesmos instintos. Sempre o mesmo dia e a mesma noite. Sempre as mesmas paredes. Nunca as mesmas horas.

 

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