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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Savoir-faire

 

Ainda escrevo porque sim. Não porque tenha matéria particularmente relevante para partilhar, mas como um mecanismo catártico necessário e inerente à minha condição.

Escrever é uma grande ferramenta para quem gosta de estar sozinho, mas, acima de tudo, para quem não se coíbe de encontrar uma companhia nas palavras.

Às vezes, não sai tão direitinho como se pensou. Outras vezes, escreve-se sem olhar para trás, compulsivamente.

Querer escrever e não ser capaz provoca em mim uma consternação pungente e, por sua vez, ler o que outrora redigi, uma autocrítica que chega a ser desconcertante e que me leva, com alguma frequência, a questionar e até duvidar do meu savoir-faire.

 

Mais tarde, acaba por passar. Volto ao início do ciclo vicioso. Escrevo sem fazer muitas correções, cometo erros crassos e volto a vacilar e a insistir, a ter medo e a prosseguir.

Não estou à espera que alguém se identifique com o que, afinal, é só meu.

Apesar disso, espero pelo menos não defraudar com frequência o meu amor pela Língua Portuguesa. Quero que o sintam como se fosse nas vossas veias que corre o meu sangue e o poder da sua história. 

Espero, pelo menos, que nunca me faltem as palavras, tal como as árvores. 

Porque ainda escrevo porque sim.

E porque não?!

Ser. Só. Assim?

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