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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Pensar em nada, sentir tudo!

Corri pelos sonhos presos à calçada, dobrei esquinas, vivi os cheiros, amei os pedaços de tinta e o esvoaçar das gaivotas que cruzavam o céu em trajetórias desalinhadas, curvilíneas e arrebatadoras.

Cá em baixo, a magnificência de uma sombra desnorteada e passageira, o cheiro das sardinhas a palpitar na brasa, o ómega 3 de uma vida, a cidade em dias amenos.

Atravessei a avenida em rodopios despreocupados, os braços erguidos em movimentos torsionais, as danças sem ritmo, a leveza dos “pés de chumbo” descalços, a despreocupação total.

Só eu! Eu e todos os sentidos, como nunca, apurados.

 

Eu, a lente do meu coração, uma pequena objetiva, um vestido comprido e o amor numa cidade. Eu e a liberdade de cada pulinho e sorriso de alegria, o deambular das sensações, a frescura dos campos verdes e o cheiro a fruta madura.

Parecia uma criança e sei que o era: a dar asas à imaginação, a deixar que os instintos se apoderassem desta essência tão, permanentemente, controlada e dominada por mim e pela demagogia de uma sociedade infeliz e, consequentemente, egoísta.

Vi tudo pela primeira vez e deixei-me impressionar por cada nova descoberta. Era tudo tão bonito que apenas o fim me assustava: O não poder ver mais, cheirar mais, tocar mais, ouvir mais, saborear mais.

O não poder sentir!

Fiquei tão maravilhada com tudo, que soube por instantes, o paraíso que é a eternidade.

Amante das banalidades, visionária das pequenas partículas de matéria, conhecedora do pensamento daqueles que vagueavam em sentido oposto, sem alento e com uma certa desconfiança de quem tão despreocupadamente atravessa a rua num só grito, num rasgo, súbito, de obnubilação!

Abri o meu livro para o céu azul, coberto de pequenas manchas imaculadas, e deixei que todos vissem o conteúdo da minha luz, da minha paz, da minha liberdade. Deixei que apenas o vento escolhesse o meu rumo e me levasse, a contrabalançar, para as cascatas perdidas nas vegetações verdes, vivas, livres!

Deixei-me ser e percebi que é “a ser” que sou feliz.

Sem contrariar os sonhos, os caminhos, o destino, as essências e instintos naturais.

Permiti-me gritar as poesias intrínsecas da minha alma: o pensar em nada, mas sentir tudo!

 

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