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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Os livros que devorei em 2015

Hoje, no último dia do ano, vou falar-vos um pouco das minhas leituras, dos meus hábitos e de como a leitura marcou e continua, dia após dia, a marcar tão positivamente a minha vida.

Este ano, infelizmente, não li um terço daquilo que gostaria de ter lido.

Foquei-me muito nos meus objetivos, em estudar para entrar na faculdade com uma boa média e, pelo que me parece, agora que aqui cheguei, concluo que estar na universidade nem sempre é sinónimo de ter a leitura em dia.

Confesso que ainda me sinto um bocadinho desorganizada sem saber como gerir o tempo e isso é, indubitavelmente, um grande problema e um grande obstáculo na gestão da minha vida, dos meus hobbys e das minhas obrigações.

 

Quando inicio um novo ano tenho por hábito estabelecer algumas “metas” ou, no fundo, escrever num papel alguns dos meus sonhos.

Geralmente, não me prendo muito a essa “lista”, vivo simplesmente a vida e deixo que as coisas aconteçam naturalmente.

Pelo que, de uma forma mais consciente, considero que essa "lista" é essencialmente o meu resumo do ano, aquilo que ainda me falta fazer, aquilo que quis e não fiz no ano anterior.

Um dos meus objetivos relaciona-se sempre com a leitura. Quero sempre ler, ler mais e ler melhor porque, para mim, isso é muito importante e penso que, inevitavelmente, o é para todos aqueles que gostam de se expressar através da escrita.

A leitura enriquece-nos de uma forma encantadora e molda a nossa personalidade. Torna-nos pessoas mais cultas, mais informadas e muito mais resolvidas.

E há uma variedade de estilos pelos quais se pode optar, desde os romances aos livros de culinária.

 

Uma das coisas que mais me deixa orgulhosa é o facto de ter gostado sempre de ler, desde muito pequena, e de ter sido sempre incentivada pelos meus pais.

Comecei a ler por vontade própria, por curiosidade e rapidamente me deixei envolver pelas palavras.

 

E, depois de tudo isto, vou então fazer jus ao título desta publicação e partilhar convosco o que li durante este ano.

 

 

O primeiro livro que li foi o livro “Dei-te o melhor de mim” do conhecido romancista Nicholas Sparks.

 

Um romance com muitos momentos clichê, com muita imaginação e com uma grande carga emocional, como o autor tão bem nos tem habituado.

Confesso, que apesar de parte da narrativa parecer um pouco utópica, gostei do final deste enredo.

Afinal, quem é que não gosta de finais diferentes e felizes?

Terminei o livro com uma ligeira lágrima no canto do olho. Atrás dessa, vinham outras gotas semelhantes e foi nesse momento que as agarrei e percebi, desde logo, o porquê desta história me ter comovido. 

Sou uma romântica incurável e isso é problemático, retira-me o discernimento na hora de avaliar a qualidade de um livro, porque me deixo envolver pela emoção.

Este foi um dos livros que facilmente devorei, por isso mesmo, por ser facilmente compreensível e por os sentimentos estarem presos a cada folha de papel.

Só no fim me apercebi que vesti a pele da Amanda: a mulher apaixonada, a mulher que tem obrigações, que tem filhos e marido e que os coloca em primeiro lugar, mesmo que isso signifique o seu próprio sacrifício.

E a bondade de Dawson, um homem lutador, que sofreu com as mazelas da vida, um eterno apaixonado…

Relativamente aquele novo coração, ralativamente a ti, Jared, apenas a certeza de que viverás e serás, para sempre, uma enorme prova de amor. Deram-te o melhor do mundo: um coração novo, repleto de tudo aquilo que me prende e me faz amar o grande mistério que é a vida.

 

O segundo livro é bem português.

O “Memorial do Convento” (sem referir, claro, as restantes obras previstas no programa de Português do 12º ano: o “Felizmente Há Luar” que é excelente e que encerra em si uma mensagem poderosíssima e os poemas geniais de Pessoa Ortónimo e dos seus Heterónimos, para os quais não tenho palavras nem argumentos, assim como, o poema “Mensagem” – li todos e fiquei absolutamente rendida- ou “Os Lusíadas”, grandiosa narrativa épica portuguesa).

Refiro, portanto, o “Memorial do Convento” porque nunca tinha lido nenhuma obra de José Saramago e porque as expectativas eram, por isso, muito elevadas.

Depois de ler e analisar cada capítulo, posso afirmar que, Saramago me surpreendeu pela positiva, pelo vocabulário e pelas peculiaridades da sua escrita.

Adorei!

Gostei da crítica, da história das personagens, do contraste entre o amor contratual do rei e da rainha e o amor verdadeiro vivido por Baltasar e Blimunda.

Tudo me surpreendeu e esta foi das obras que mais gostei de analisar e de perceber. Foi uma forma de entender a intenção de cada palavra de José Saramago e, desta forma, de estar mais informada, contextualizada e preparada para novas leituras das suas obras.

 

Por fim, e porque li efetivamente muito pouco este ano, li um livro do qual gostei imenso.

Descobri o livro, que é mundialmente conhecido, através da atriz Catarina Gouveia e, pelos excertos que a mesma publicou nas redes sociais, senti-me tentada a comprar o livro e a lê-lo.

Assim foi, li-o durante a única semana de férias que tive. Isolei-me do mundo e fui apenas eu, “O Monge Que Vendeu O Seu Ferrari” e a paz do bater das ondas na areia num dia cheio de sol e tranquilidade.

Não me vou alongar muito sobre este livro, porque teria muito para dizer, mas aconselho-o vivamente. Gostei de todas as frases e do significado de cada símbolo presente nesta que é uma das fábulas espirituais mais vendidas de sempre.

A sua história fala de um advogado de renome que vivia uma vida luxuosa, sem tempo para aquilo que é mais importante. Uma vida sedentária e agitada, repleta de futilidades até ao dia em que Julian quase perdeu a vida.

A partir daí, desenrola-se a história que nos deixa a refletir, a contemplar o mundo, as estrelas, a natureza...

E a repensar naquilo que é a nossa vida.

É um livro que nos coloca em contacto com as pequenas coisas e que nos faz agradecer por tudo aquilo que temos.

E é essencialmente, um bom livro para ter na mesinha de cabeceira. Um bom refúgio para quando nos sentirmos perdidos e desmotivados e uma ótima forma de recomeçarmos, de cuidarmos de nós, do nosso corpo, da nossa saúde, da nossa mente e da nossa alma. 

Tudo depende de nós e se há coisa que aprendi é que «o objetivo da vida é uma vida com objetivos».

 

E é assim que termino este longo discurso.

Desejando que não vos faltem objetivos em 2016!

 

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