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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

No meu estendal

Palavras mudas expressam a espontaneidade dos rebentos em flor.

Roupas estendidas, de cabeça para baixo, vacilam ao sabor dos intensos e bruscos devaneios de uma brisa consumível, incomensurável, irrepreensível.

As nuvens apoderam-se dos barcos negros de cada coração, sem remos, sem amarras nem portos de abrigo. Acumulam-se essas tristezas passadas, esses resquícios que ainda sobram e flamejam, como olhos ardentes em brasa pelo lacrimejo, subtil e disfarçado, que depena a tinta indelével com que escrevemos o presente sob o olhar passado.

As datas cravam-se na memória e, juntos, promovemos a assimetria dos sentimentos, a fluidez de cada camada de amor sobre a mesa posta.

 

É tudo uma questão de tempo, de mobilidade e de anseios.

É tudo uma questão de atravessar a vida, de um lado para o outro: sonhos de aro amovível, pensamentos deformados e o toque húmido do detergente entranhado no algodão desse teu vestido sem forma ou costura.

O moreno, esse excesso de vitamina D sedutor…

O bramir desses teus lábios esfoliados pelas amordaças ganhas em cada trajeto.

Suspiro, suspiro por um pequenino pedaço de ser enfiado num invólucro feito de paisagens e ramos verdes.

És, em cada lugar teu, um sol novo, feito de um novo corpo, de novas células em movimento.

És o retalho de cada pegada deixada para trás, onde bico por bico se consome o resto da tua sombra infrangível, nessa cidade que tão pouco dorme.

Mas, olha...

Agora já é tarde. E tu secaste-me as feridas!

A alma vai, traz para dentro as peças usadas, as etiquetas banais e as nódoas persistentes.

É tudo uma questão de tempo, de mobilidade e de anseios.

 

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