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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

No fim da linha

Levaste o tempo que foi preciso. A indumentária do costume, a mente aberta, o desejo de te permitires viver.

Levaste o tempo que foi preciso para rir, para lutar e para te acostumares à grande cidade que habita dentro de ti. A selva dentro da civilização, dos bons costumes, da aparência, do clichê.

Tu, o menino das corridas no asfalto, das calças rotas e desbotadas, das vontades descabidas, de estúpidas e perfeitas paixões, de novos dias e novas sementes, de novas idades e antigas caras, de novas crenças e uma só banda sonora.

És um. O único e primeiro algarismo que aprendi a contar na efemeridade dos meus rasgos de lucidez.

Escolhi-te a ti para me permitir voltar atrás, ao tempo em que era o abstrato que eu percebia, em que o mundo real era visto de dentro para fora e não me invadia a alma pelos olhos. O mais fácil.

 

Um. E o dois dissipou-se... Fluiu para o espaço entreaberto das cicatrizes e das duvidosas seringas que espetaram em mim.

Também me sinto um número. Talvez o primeiro do fim da lista: a lista do matemático que descobriu o pi.

Só para perceberes que tenho algumas noções das distâncias e do quão longe e impercetível é o nosso toque.

E o que aprendi com as sílabas trocadas e com a tabuada da batota?

Aprendi que foi tempo. Foi só isso.

Foi só o meu tempo de amar e de viver, de domar cabelos rebeldes, peles intocáveis e outros tons entrelaçados nos braços dormentes deste corpo ambulante.

A batalha que vencida voltou atrás em ciclone e continua a fazer mossa, em rodopio pelas bermas da estrada.

E nada mais a dizer, nem a escrever, nem a crer. E nada mais e tudo mais na impertinência destes dedos que precisam do poema e da história e do filme completo. A ingratidão destes dedos que espelham a verdade da paixão ao lume, do coração em brasa, do palpite incerto, da carta rasgada, do agrafo apertado, da espera que queimou, do alibi que não existiu, da alma aberta, do pássaro morto, do voo quebrado, do espelho dúbio, da melodia encarnada.

E por mais que queira e tente, estou assim.

No fim dos seis minutos. No fim da linha.

Um minuto de tinta, escorrido o sentimento.

 

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