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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

III Capítulo / Página 60

Continuo a ler o mesmo livro. Há meses que o levo para onde quer que vá. Há dias que evito cruzar-me com ele. Nesses dias, sombrios fora de mim, volto a ouvir as mesmas canções. As que outrora me entorpeceram com as suas melodias, as que dantes repeti incessantemente até conhecer o perfil das mais diversas cadências, até que mais nenhuma tonalidade chegasse para me arrebatar.

De tempos a tempos, deixo o corpo inerte maravilhar-se como se fosse a primeira vez. E todo ele flui pelos acidentes de cada pauta.

Revivo o tempo, aclaro as memórias, enxugo os desgostos ou o simples cansaço que brota em pequenos soluços inaudíveis e, assim simplesmente, consciente da amargura, anseio ver o mundo pelos olhos de uma criança.

 

Desmembrar tudo o que se aglomera em meu redor. Desconstruir as ideias com que pintaram a minha tela vazia e imaculada. Renovar o espírito com que sinto a vida. Mostrar a mim mais formas de o fazer. E ser só. Um só que, por si só, baste.

Sei que o repito - a este modo de vida, a esta depressão constante e a esta resolução tão pouco definitiva e tão seguramente inebriante - em cada verso ou lamúria do tempo que passa sem por cá deixar de mim.

Mas, pudera! Se o digo sempre que a minha lente se suja…

Desfaço-me em emoções intermitentes e por isso, só por isso paro. E deixo as palavras para outra altura, os sorrisos para outra ocasião e os objetivos por diante.

Porque preciso de ver com clareza. Ver mais do que o concreto. Olhar para mim sem filtros para, a posteriori, me ser legitimo aplicá-los ao mundo que sobra. Para que os ciclos se completem e os recomeços tenham poder de encaixe. Para que o sonho não seja estanque e o sonhador, tão pouco, um engano.

 

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