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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Ferrugem

Pepitas de amor caem sobre a telha enferrujada

Paramos, ficamos a contemplar o bom da vida.
Bebemos um gole de café,
Sentimos a esperança a escorrer.
Obstáculo abaixo, obstáculo acima.

 

Desenhamos os corpos na espuma alheia.
Dançamos ao sabor da similaridade de um grão,
Um aroma reprovado que corta, que rasga, que sabe tão bem, que aquece tanto a alma.
De fininho, entramos na caverna que nos fez.
Recordamos de que tecido se fazem os barcos, da perdição das navegações...
Vela por vela, mastro por mastro.

 

 

Chega a ferver a emoção desenfreada e desenrola-se o espanto de se ser assim tão subtilmente defraudado.

 

Enrolamos as desilusões, apertamos o filtro, vamos para o mar.
Juntamos a rebeldia à improbabilidade comportamental.
Entrelaçamos as mãos.
Somos um neologismo.
O fenómeno da consciência leviana, das palavras amorfas, do sentimento inócuo.

 

A vida passa mais depressa que o vento.
Não sopra. É somente a rajada.
E nós deambulamos na oblíqua.
No deleite de um rumo perdido, de um ponto de chegada sem ponto de partida.

 

Bebemos o café por inteiro, saboreamo-lo pela metade.
Que pecado é ter pressa demais para a degustação.
Que maldição é a gula dessas ondas que entorpecem as ânsias.

 

Somos o nosso próprio farol.
A incerteza dos nossos próprios passos.
Queremos tanto por tão pouco!

 

Ontem, comprei uma agenda e ainda não tenho planos.
Nenhuma hora marcada, nenhum compromisso inadiável.
Porque inadiável é esta oportunidade de captura.

 

As entranhas, as fendas, os riscos cravados naquela telha...
Tão velha, tão feia, tão ela.
Cheia de riqueza e podridão.

 

Inadíavel é combater esta inércia.
A vida sem amor, sem sabor.
A borra que continua nas redondezas de um círculo perfeito.
O vestígio, o depósito, aquele resto de impureza, de problema acrescentado.

 

Inádiável é beber a vida.
Em goles pequenos e demorados.

 

A viagem continua.
Os ventos são favoráveis.

 

E eu, um dia, vou construir um telhado.

 

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