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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Eu achava...

Celebrar a vida!

Fui crescendo com a certeza de que a palavra impossível era um mito.

Fui crescendo a acreditar que um dia todos os meus sonhos se iriam realizar. Que eu poderia ser, de facto, quem eu quisesse.

Que não seria o local onde nasci que me impediria de voar, que não seria o meu género que poderia limitar a minha vontade de ir mais longe e que não seriam nunca os outros a escolher o meu caminho.

Fui crescendo a acreditar nas pessoas, no amor, no respeito, na natureza, nos valores, no céu e no inferno.

E agora todas essas “verdades” me destroem por dentro.

Está tudo tão longe… É tudo tão incerto e difícil de alcançar!

Eu achava que quanto mais crescesse e amadurecesse mais perto estaria das minhas metas. Pensava que quanto mais experimentasse a vida, mais confiante viveria nela.

Mas enganei-me. Enganei-me redondamente. Encontrei espinhos e pétalas murchas pelo caminho. E não estava preparada.

Eu que cresci a ouvir os outros, os meus, a rirem. Rirem até que a barriga doesse e os músculos precisassem, por fim, de relaxar.

Cresci a pensar no futuro. Um bom futuro, um destino ainda melhor.

E agora oiço-os todos, do mesmo modo, a falar dele. Do futuro. Do dia que todos queremos longínquo: o último.

 

Todos me dizem como querem ir vestidos, todos me dizem que precisam de um descanso digno e de uma fotografia merecedora da eternidade. A mim. A mais nova. Aquela que ainda não quer acreditar num mundo sujo, numa realidade cruel ou num fim próximo.

Aquela que agora também quer rir e pensar positivo. Aquela que ainda não sabe quem é nem para onde vai. Aquela que os ama com tudo o que tem e os quer para sempre com tudo o que são.

Aqui.

Sim. Eu só quero encontrar-me e ter a certeza de que no dia em que o conseguir todos eles estarão lá, a ver-me, bem de perto.

Eu só quero mais um segundo e meia dúzia de silêncios nessa fração.

Só quero os olhos, as mãos e o coração junto a mim. Para sempre.

Ser do mundo. Absorver tudo. Fazer porque sim e não só porque sim.

Mas ser do quê? Absorver o quê? Fazer o quê?

Não sei. Se o nó que sinto no peito se enovela cada vez mais...

Sei apenas que o tempo é escasso e que, por entre os dedos, me correm todos os minutos.

Talvez seja a hora de os fazer firmes e não mais os deixar escapar.

Talvez...

 

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