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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Escrevo-te a ti, Tempo

Tempo,

 

Escrevo-te a ti sem sentimentos. Escrevo-te de improviso, da tristeza em que me envolves a expressão.

Escrevo-te para que notes nela o vazio.

Sabes?

Olho muitas vezes para trás e não te encontro. Foges-me a cada curva acentuada e eu não percebo. Eu que gosto de descobrir quem segue as pegadas deste caminho, quem vai, sem medo, ver onde chegou, fico sem saber de nada!

 

Olho muitas vezes para quem, ao mesmo ritmo, abraça o mundo e o consome.

Não sei se sabes, mas às vezes dá vontade de beber tudo. Beber até ao último instante este mundo paralelo. E tu passas ao som do vento, sem luz, sem magia incandescente!

 

Há muito tempo que me questiono.

 

Tempo, que te queres todo para ti, dá-me uns segundos e o dom de te transformar.

Prometo que serás livre, sem amarras, sem compromissos. Prometo que terás as mesmas horas e segundos mais intensos.

 

Tempo, para onde me levas? Para onde levas os meus que há pouco eram anjos pequeninos, querubins nus sobre a pureza dessa nostalgia triste e melancólica.

 

Tempo, oferece-te a ti mesmo como presente. Pensa em ti e no que és.

Para, olha para trás.

Prometo que não te atrasas!

Mas, por favor, não os leves contigo para outro lugar porque é em passos pequeninos que se aprende a ir, que se aprende a ser.

 

Tempo,

Dá-me um pouco mais de ti.

Prometo que serei breve e te darei a conhecer ao mundo. 

Sabes... Apesar de creres nessa futilidade, o mundo não te conhece, nem te vive.

O mundo tenta domesticar-te e nem isso tu deixas.

Sabes? A solidão é a amargura de cada essência!

E eu só te quero dizer que estarei sempre aqui para te viver, na esperança que um dia destruas o relógio que te comanda, que saias desse vidro e me dês as mãos e me leves a um fim ilimitado, sem horas, compromissos ou retornos ao ponto de chegada. Sem medo de deixar estilhaços para trás.

Tempo,

Escrevo-te a ti, cheia de esperança.

Porque só de esperança sobrevivo feliz!

 

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