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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

És livre?

E hoje que sou livre, ressoam os cantos das aves e vibram da cítara as cordas harmoniosas. E hoje, que assim é, o sol resplandece em território Português e brinda aos heróis do mar desbravado, ao nobre povo, à nação valente.

Cravos vermelhos, vermelhaços, vermelhuços, vermelhões. Sangue na mesma tonalidade crescente de sofrimento e de paixão, de amargura e de vitória, de guerra, de paz, de conquista.

Hoje, estamos felizes porque é feriado.

Somos cidadãos e cidadãs incautos. Uma cidadania que, por vezes, não prevalece.  

Revela-se um desinteresse sarcástico pelo que pensamos ser um bem adquirido e, ao longo do tempo, tudo o que obtivemos se vai perdendo pelas águas desanuviadas do Tejo.

 

Em tempos, lutávamos pela liberdade, pela igualdade, pelo direito ao voto, por um povo conhecedor e detentor dos seus direitos. Pelo respeito. Pelo ensino. Pelas mesmas oportunidades.

Hoje, defendemos políticas cínicas e governadores igualmente hipócritas e desavergonhados.

Num país em que há tanto para se fazer, as preocupações são fúteis e as propostas uma anedota.

Mas, hoje, lá se encontrará toda a elite de fato e gravata e um sorriso na cara, novas poses treinadas para a imprensa e um grito de guerra para finalizar os discursos. Hoje, dirão eles, como em todos os últimos anos de decadência, que somos livres!

 Mas não. Desculpem, mas não!

Um país em que ainda existem pessoas que são tratadas de uma forma diferente, não é um país livre e igualitário, mas sim, um país que se rege pelas aparências e pelos estereótipos. Um povo que se diz informado, um povo sem razão.

Falta-nos, entre muitas outras coisas, aceitar o outro pelo que é e pelas suas escolhas.

E precisamos todos de adaptar a nossa mentalidade ao presente.

Hoje, a guerra é outra, o princípio o mesmo.

Se somos um país livre, é com respeito que devemos acolher, entre outras coisas, pessoas com diferentes tons de pele, com doenças raras, com escolhas sexuais distintas das nossas, com religiões diferentes, de géneros opostos.

É sob esse ponto de vista que este dia serve não só para relembrar e dignificar a memória de quantos lutaram pela forma de vida que hoje conhecemos, mas para continuar o trabalho que outrora se fez com tanta determinação.

Hoje é, apesar disto, sem dúvida, um dia muito especial.

A memória da Revolução dos Cravos, a memória de que "o povo é quem mais ordena" e de que, como as gaivotas que hoje cruzam os céus, somos livres!

 

Viva a liberdade! Viva Portugal!

A luta continua!

 

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