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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Entornaste-me

Entornaste-me,

Como o café que transbordou

Como a espuma derramada sobre o balcão,

Como o amor obsessivo,

A posse tardia, falsa e endiabrada

 

Sonhos, vida, crenças, tudo ali à volta…

Sem nada.

 

Não foste buscar o pano,

Não tiraste do bolso o teu lenço.

Não!

Deixaste ficar assim: 

A nódoa ressequida, o odor, a deterioração,

De alma desprovida de arrependimento ou qualquer preocupação,

O desprezo propositado,

A indiferença que rasga a pele e corta a vida.

 

 

Porque, pensaste: alguém há de cicatrizar aquela ferida! 

 

Arrepios de uma chuva dissolvente

Num passado, a chave do teu presente

Trocos em cima da mesa,

Tabaco, chaves, jornais e pressa

Para o futuro sem licença,

Para a gentileza que entrou e não limpou os pés.

 

Para a procura do íntimo, da estrada, do que não sabes que és.

 

Eu fiquei, estatelada em soluços incontroláveis,

Mergulhada em palavras amargas

E tu foste embora.

Tão simples.

Viste. Passaste.

O dia continuou no seu sentido.

Deixaste-me cair,

Deixaste-me ficar.

E nada de ti me pareceu lembrar

O que não houvera esquecido!

 

Entornaste-me,

De modos grosseiros, palavreado do habitual frenesim.

Saíste, de vez, de dentro para fora de mim

Vapor ardente, lacrimejo em flor

Porque querias beber,

Como se o mundo fosse teu

E dele fosse eu

E como se ninguém fosse os livros que já leu.

 

Porém, tenho em mim a poesia

As pedras semeadas pelo vento

Tenho o amor que te escapou.

A visão. O dia. O lamento.

E sou para além de ti,

Versos que a alma lê,

Trovoada que range,

Viola que tange

No âmago do porquê.

 

Sou para além de ti

O violino em si,

Esperança da clave,

Criança que ri.

 

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