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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

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Em análise (1) - A Fórmula da Saudade

Bom dia!

Terminei, ontem, a leitura do livro A Fórmula da Saudade, escrito por Daniel Oliveira: apresentador, subdiretor de gestão e desenvolvimento de conteúdos da estação de Carnaxide e ainda diretor da SIC Caras.

 

Dessa forma decidi, tal como prometido, falar-vos um pouco do livro e dar-vos a conhecer a minha opinião sobre o mesmo.

Este é o segundo romance do autor, sendo que o primeiro se intitula de A Persistência da Memória.

Pelo que consegui averiguar, os livros têm um certo seguimento e A Fórmula da Saudade é, no fundo, a continuação do primeiro livro.

 

Por este motivo, confesso que tive um pouco de receio ao comprar este último sem conhecer a história do seu antecedente, mas algo me cativou.

Comecei por ler os excertos “promocionais” que o Daniel colocava nas redes sociais e as frases, de tão intensas, subtis e profundas que eram, fizeram-me apaixonar pela sua escrita e querer, sem dúvida, ler mais.

O livro começou a ter sucesso e a aparecer no top dos mais vendidos e à primeira oportunidade que tive, adquiri-o.

Tudo me chamou à atenção: Os excertos que o difundiam, o facto de o livro ser baseado em factos reais, o título e, acima de tudo, a capa.

Na minha opinião, a capa é realmente bonita e elegante e a breve descrição aguça ainda mais o “apetite” ou, neste caso, a curiosidade que continuava a ser fomentada no meu íntimo.

Podemos fugir dos outros, mas não de nós mesmos.

 

Quanta verdade pode ser lida nesta apaixonante conjugação de vocábulos?

Tenho a dizer-vos que o livro para mim representou isso. Uma escrita apaixonada, melódica, sedutora, verdadeira, conhecedora das fraquezas e das dores maiores do ser humano.

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E esta é a fórmula. A fórmula que pode traduzir a nossa saudade mediante a intensidade do que vivemos e sentimos.

A Saudade é uma constante que depende de diversas variáveis. Proporcional a umas, desproporcional a outras.

A Saudade que pode somar, multiplicar, dividir ou ser uma potência: um diamante em bruto, inesgotável, que o tempo, por mais que queiramos, não leva, mas traz de volta.

A Saudade nunca resulta de uma subtração. Porque na nossa vida, todos os sentimentos coexistem, todos eles estão lá, todos eles fazem parte de nós, em maiores ou menores proporções!

Este é um livro sobre o amor e o que o mesmo implica: a sedução, a paixão, o ciúme, a perversão, a inocência, o prazer, a falta, o tempo, a memória e, resultando de tudo isto, a saudade.

Trata-se de uma entrevista realizada em Copacabana, num dia que acaba sempre por, simbolicamente, encerrar mais um ciclo das nossas vidas: o dia em que deixamos para trás um ano para viver outro, muitas vezes, semelhante ao anterior mas sempre com um toque de esperança, de vida, de renovação, de sonhos, projetos e muitas superstições.

Camila Vaz fala pela primeira vez depois de ter fugido de Portugal devido ao “escândalo provocado pelo lançamento do livro A Persistência da Memória”. E essa entrevista envolve-nos de uma forma encantadora, pela forma como é conduzida e pelo facto de, não raras vezes, os papéis se inverterem ao longo da conversa.

No fundo, ambos são entrevistadores um do outro, ambos partilham as suas histórias e abrem as suas almas perante as janelas com vista para a azáfama e descontração que contrastam no mesmo plano, no areal de Copacabana. Camila fala-nos das suas traições, da forma como vê e vive o amor, do ciúme, da religião, do seu pai e de si num discurso imperdível.

- Somos mais as perguntas que fazemos ou as respostas que damos?

- As respostas que damos refletem o conhecimento ou a experiência adquiridos, através os quais analisamos o que acontece. São as questões que nos levam sempre ao próximo passo. Eu sou as questões que coloco, uma vez que elas resultam não só do que já sei, mas são a via pela qual virei a saber.

 

Paralelamente, existe ainda espaço para conhecer uma história de amor à antiga. Uma história de sofrimento e angústia, um amor puro, inocente, para toda a vida.

Joaquim e Zulmira dão vida ao amor vivido por correspondência. Cartas de Lisboa, cartas de Port Said, cartas de Ribandar… Enfim, um amor sem barreiras.

E este livro dá vida à nossa alma!

Para mim, um bom livro não é só aquele que é escrito de uma forma muito complexa, não é só aquele que nos descreve minuciosamente todos os pormenores e que, a par disso, nos fornece muita informação a nível cultural, político, social e económico, embora, claro está, também seja isso e esses fatores sejam extremamente importantes.

Mas, este não é necessariamente um livro desses (embora nos contextualize no tempo e no espaço e nos explique a situação que se vivia, por exemplo, em 1954).

Este é um livro que apela à nossa reflexão e que nos explica aquilo que sentimos, que nos faz recordar a nossa infância e os jogos ao ar livre que nos faziam mais felizes que os tablets dos dias de hoje.

E só isto fez-me ler muitas páginas com um enorme sorriso nostálgico. Um sorriso de saudade por me lembrar dos meus amigos, das minhas aventuras, da minha ingenuidade e inocência, da minha pureza e descontração, dos meus primeiros professores, da minha escola primária, da vida despreocupada e providencial.

Só isto me fez sorrir ao pensar que eu, com 18 anos, fui dessa “geração”. Felizmente!

Resumindo, e porque já me alonguei demasiado, no global gostei de ler o livro e foi, sem dúvida, enriquecedor.

Nem todas as frases tiverem o mesmo impacto em mim, nem todas elas foram tão bem construídas relativamente a outras e claro está, nem tudo correspondeu às minhas expectativas.

Mas gostei e senti. Conseguir reter o mais importante e reler, mais do que uma vez, determinado excerto, por ter gostado tanto e por o querer interiorizar e isso só pode ser bom.

Dessa forma, recomendo este livro e não só. Recomendo também que vejam aos sábados o programa Alta Definição, conduzido pelo Daniel, transmitido na SIC. Nesse programa, percebe-se também que o que lemos é espontâneo e absolutamente tocante e conhecem-se histórias de vida que nos comovem e que nos fazem ir lá ao fundo. Ao fundo de nós! 

 O futuro acaba semre por chegar. Mesmo quando chega tarde.

 

Bom domigo para todos!

 

P.S: Já podem consultar, como é habitual, o próximo livro que vou começar a ler ainda hoje, na barra lateral do blog.

Penso que, apesar de todos os livros serem diferentes, temos sempre algo a aprender com eles e algo a reter e a levar para a nossa vida!

 

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