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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

É um meio cheio de insensatez

 

É um meio cheio de insensatez, esta vida que percorre as linhas descontínuas da solidão.
É um ermo, intacto e vazio que perfura a pele destas cartas vazias, pousadas sobre a angústia de um passado presente.
É o sonho, é a vida, é um todo descontente.

 

Passar pelas brasas, passar pelas chamas, queimar e morrer ao relento, no rescaldo de um ser em erupção.
Somos a nossa própria lava!

 

E o mundo pousa, devagar, em cada lugar seu. 

A confusão vem com o tempo.
O movimento giratório que não para, a turbulência do tráfego em ondas perpétuas, em espirais inacabadas. Um só fim, um só lugar.

Talvez seja a hora de voltar aos pés assentes na terra, ao contacto com o que há de menos primitivo em mim.
É lá que estou sempre. É lá que habito num sonho demente.
É lá que perco o equilíbrio, numa escala harmónica sem melodia.


Vão-se as energias, desterram-se as partidas e eu fico...
Fico a ver passar quem por mim não passa, fico a ouvir as histórias e os lamentos de quem não sabe a sorte que tem.

Sorte por ser assim... Um conformado obediente que crítica de vez em quando a notícia do jornal, a falha do árbitro, a desgraça daqueles que são muitos, mas nenhum.

E ninguém se apercebe, nesse corre corre, da existência de um ser inexistente.
Ninguém percebe que ouvir não é escutar. Que estar não é permanecer.
Que viver? Não é morrer!!
Muitos fazem disso a vida. O massacre que espera o dia claro. O tédio que ora ao encoberto.

 

Na dúvida, prefiro ficar aqui.
Atrás desta janela velha que mal fecha, atrás deste pó entranhado.

É um meio cheio de insensatez. É um meio vazio de tudo.
É tanto e tão pouco. É um não querer desesperado.

No fim, fica a unha roída, a lágrima salgada e a incerteza de que tudo isto seja feliz.

No fim, permanece uma pegada no soalho, a madeira range e o velho sou eu.
Eu que todos os dias descubro dentro de mim uma ruga. Eu que envelheço. Eu que não tenho idade.

 

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