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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Cheira a sonhos maduros

Todos os dias está lá fora o mesmo pó: disperso no ar, turvo ao passar, embevecido pela bruma do travo transeunte.

                Descobre-se o véu

                E o louco sou eu

                Que atravesso a estrada

                Sem ver nada.

 

Cheira a sonhos maduros. Alguns deles pisados pelas quedas abruptas ao cimo da escada sem corrimão.

 

Alguns deles queimados pela caprichosa cozedura esquecida na fornalha que da janela espreita o mundo e se esconde por entre vultos apressados que se aproximam de pegas na mão.

                Palito seco

                Bolo bem tarreco

                Que pega à forma

                Para que ninguém o coma

               

E do outro lado da rua renasce da cinza um jasmim. Planta-se um ser vivo, rega-se a escuridão e os carros passam, a ponte oscila e o coração debate-se com o medo da firmeza.

Agimos todos sem força no polegar, só porque fica bem descrever o tempo com ondas e búzios e espasmos inférteis.

                Mar que enrola a areia

                Algas enroscadas em teia

                Pés emaranhados

                E os corpos bronzeados

 

 As galinhas já lá vão a cacarejar em busca do miolo de anteontem, do milho partido, do milho traçado.

Vivo o campo.

Há ovos no caminho, aromas bem quentes e uvas pousadas no cesto de marfim. E de repente é o outono dos pequeninos com as folhas a cair, o vinho para produzir e as aves a acenar e o céu a abrir para te mostrar que escrevo sem lugar na verdade estas linhas. Que são tuas. Tuas e não minhas!

 

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