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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

Eras tu o nosso elo, sabes? Juntos éramos mais fortes, mais felizes e muito mais capazes.  

Tenho para mim que não há no mundo amor como o teu. E dói tanto lembrar-me dele. Do amor incomensurável e daquele corpo frágil, daquela pele macia, daqueles olhos trémulos, daquelas palavras de aconchego e de verdade.

Lembro-me das tuas mãos como me lembro que tenho dedos. E só me lembro disso porque não os posso entrelaçar nos teus.

Hoje era o dia. O dia em que eu me podia enroscar em ti e sentir-me pequenina de novo. O dia em que a tua presença fazia o meu coração transbordar.

Mas, sabes... Hoje continua a ser o dia!

O dia em que fazias questão de me relembrar o verdadeiro significado do Natal.

O dia em que fazias tudo o que estivesse ao teu alcance para que eu te desse o meu melhor sorriso, para que eu fosse mesmo feliz!

Eras a menina mais bonita dos meus olhos. E sê-lo-ás sempre, até que as memórias me deixem conservar estes sentimentos: infinitos. Eternos.

Hoje, minha querida, as filhós não vão ter o mesmo sabor e vê lá que eu agora já nem gosto de mel...

Esta época ficou menos doce sem ti. Há um lugar vazio na mesa. Há um lugar vazio em mim.

O que vem no sapatinho já pouco me importa. Por mais que peça ao Pai Natal, tu teimas em ver-me das estrelas. Não imaginas como gostava que o tempo te tivesse deixado contar-me mais histórias, que me tivesses dado mais conselhos, que me ensinasses a tornar-me numa verdadeira mulher, como tu.

Não sabes como gostava que pudesses ver como cresci. Que me pudesses dar esses teus beijinhos quentes e repenicados. Como gostava que pudéssemos tomar conta uma da outra, mas agora só tu tens esse poder. E eu sei que olhas por mim. Sinto-o todos os dias. A vida robou-me uma grande aliada, mas deu-me um anjo da guarda!

És a minha companhia. 

 

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