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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Obrigada, Capazes!

 

2017 trouxe-me uma grande surpresa neste seu primeiro dia!

A minha primeira página está escrita e, desta vez, podem lê-la na plataforma Capazes.

Todos somos capazes. Capazes de tudo!

E é com esta viagem de comboio, este texto Baseado numa história real, que se concretiza um sonho.

Se ainda não conhecem as Capazes, não percam mais tempo. Porque juntos somos, sem dúvida, mas fortes e podemos contribuir para um mundo melhor. Um mundo mais justo, um mundo igual para todos, sem discriminações.

Juntos podemos denunciar o que se passa à nossa volta. 

E podemos contribuir com pequenos gestos para que Homens e Mulheres sejam vistos de igual forma pela sociedade, tendo os mesmos direitos e os mesmos deveres. 

Espero-vos por lá.

FAÇAM-SE OUVIR, CAPAZES! 

 

Página 366

 

O último dia do ano.

Há sempre muito para dizer. Fazemos os balanços e traçamos novas metas. Olhámos para trás e queremos muito, nesse instante, olhar para a frente. Sabemos os momentos que nos marcaram, mas sabemos também onde queremos ir. E é essa ideia que nos move.

Maravilhoso pensar em tantos outros dias para poder fazer mais, para poder fazer diferente, para aprender, para crescer, para viver…

Este ano, não escrevi sobre o que li nem sobre as músicas que escutei, nem tão pouco sobre os momentos mais especiais de 2016. Não escrevi porque fui escrevendo essa mesma história ao longo do tempo, ao longo de todos estes dias, durante todo este ano, na minha pele.

Envelheceu-me, 2016. Trouxe-me outra bagagem, ensinou-me muito!

 

 

Aqui jaz

Quebra o gelo o esfriar do vento,

Estremece um corpo em movimento,

Padece a muralha dessa altivez

Que deste ao mundo porque nele a vês.

 

As nuvens emaranham-se pela cidade,

O dia escurece sem vontade

E de dentro de mim esvai-se um grito:

Sentimentos em curto-circuito,

Incredulidade

 

Diz na lápide o teu apelido,

Apressadamente esculpido,

E o «aqui jaz» é um tormento

Para quem respirava do teu alento.

 

Não suporto a tua ida

Tu que nasceste para ser só vida.

Não suporto ter que saber

Que é pouco o tempo para te ver. 

 

Anjo da Guarda

Gostava de escrever sobre o Natal sem que a tristeza me invadisse, sem que a nostalgia se apoderasse de mim, sem que a tua voz fosse um eco distante. Mas tu fazes me falta... Fazes-me muita falta!

Continuo a lembrar-me de ti, a emocionar-me de cada vez que te recordo, a tentar imaginar a despedida que não tivemos.

Para mim, o Natal eras tu!

Mas, levaste tudo contigo e agora até a luz é um pouco mais apagada, até as canções são um pouco mais tristes.

As conversas à mesa ganharam a monotonia e a circunstância do costume e os doces já não têm o teu sabor. Falta-lhes aquele ingrediente secreto, aquele que só tu podias pôr em excesso, com confiança, na certeza de que uma pitada a mais de amor seria a medida certa e o melhor tempêro de cada refeição.

Levaste tudo contigo. E este grande vazio que deixaste, continua a aumentar. Aumenta de ano para ano. E consome-nos o coração.

 

 

O dia mais pequeno do ano

Há muito que as mantas me cobrem as pernas e as gavetas estão aconchegadas por malhas de várias cores.

À noite, nada sabe melhor do que uma caneca quente entre os dedos. E os pés escondem-se por baixo de três pares de meias polares enquanto o pescoço se deixa envolver pela suavidade de um cachecol que dá voltas e voltas.

Um quadradinho de chocolate, daquele bem negro e com uma percentagem considerável de cacau, para que a tentação não dê lugar ao arrependimento, e os dias parecem perfeitos.

Depois, chega também a altura dos frutos secos. Castanhas cruas, cozidas ou assadas. Quentes, tão quentes como as gargalhadas de uma família reunida num simples momento de partilha.

Vêm as nozes, as uvas passas, os pinhões, os figos, as tâmaras e os doces de natal. 

 

 

Reivindicar o Amor

Para muitos, a época mais especial do ano aproxima-se. Para outros, não existe sequer esperança no dia seguinte.

É assim que o mundo é. É assim que a vida se comporta.

Uns são ricos, outros são pobres. Uns têm saúde, outros lutam por ela.

Uns têm família, outros têm-se a si mesmos. Uns têm sorte, outros menos juízo.

Existem ainda aqueles que, aos nossos olhos, têm tudo o que é preciso para se sentirem felizes, mas, ao invés disso, se sentem vazios. As suas vozes não se ouvem durante a consoada, os presentes desinteressam-se pelos embrulhos, a chama vai cessando e o fumo surgindo em pequenas névoas de esquecimento.

A lareira vai-se apagando…

 

Este ano o Natal vai ficar pelo caminho para muitas pessoas.

Sim, infelizmente, é verdade.

Muitas crianças não vão ter presentes porque lhes falta, entre outras coisas, alimento: o que nutre o corpo e o que acalenta a alma.

 

 

Savoir-faire

 

Ainda escrevo porque sim. Não porque tenha matéria particularmente relevante para partilhar, mas como um mecanismo catártico necessário e inerente à minha condição.

Escrever é uma grande ferramenta para quem gosta de estar sozinho, mas, acima de tudo, para quem não se coíbe de encontrar uma companhia nas palavras.

Às vezes, não sai tão direitinho como se pensou. Outras vezes, escreve-se sem olhar para trás, compulsivamente.

Querer escrever e não ser capaz provoca em mim uma consternação pungente e, por sua vez, ler o que outrora redigi, uma autocrítica que chega a ser desconcertante e que me leva, com alguma frequência, a questionar e até duvidar do meu savoir-faire.

 

Metade

 

Sou a metade de cada fragmento

Que se reproduz e pousa em mim,

Um todo incompleto e vazio

Sem princípio mas com fim

 

Sinto deveras…

Mas um deveras pouco demais

Qual mundo sem fronteiras?

Quais homens imortais?

 

A lucidez dói, fere, ensanguenta,

Corrói a ilusão e reduz a expectativa

E a mágoa, essa, não se ausenta

De cada alma carecida.

 

 

Sem Abrigo

 

Tens as roupas sujas e gastas, o cabelo grisalho sem forma ou arrumo, a mão esticada sem convicção.

Há dias que te cortaram a água. Dizem que setembro foi um mês quente e outubro lá lhe vai seguindo os passos, prolongando tal proeza.

Para ti, tanto faz!

Gostas pouco de seguir as tendências. És irreverente! Crias a tua própria moda e às vezes, como ela, és o último grito: aquele que a madrugada abafa e que as tuas próprias forças não projetam.

As olheiras não te incomodam. Aliás, sempre tiveste um fraquinho por olhos esbugalhados repletos de traços promíscuos.

E de cheiros, ninguém percebe tanto como tu! Desde que descobriste esta nova forma de viver que não largas o teu novo perfume por nada.

Encontraste finalmente um que se adequa à tua verdadeira essência, criado a partir dos extratos de dias e dias e noites sem luar. Aquela doce fragrância que revela a tua personalidade e a convicção com que acordas todos os dias à beira de um pedaço de cartão, daqueles que outrora fizeram parte dos caixotes descartáveis de que as pessoas aluadas se desfazem a torto e a direito.

 

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