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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Até onde?

 

Sei que o tempo se escapa e que a vida corre para a morte. Vai no caminho, tão depressa como o pôr de um sol que desponta no outono de um verão em despedida.

As janelas abrem-se para correr o ar e lá fora os lampiões são o retrato esbatido de um clarão a desfocar a vista que se prende nos pequenos pontos que cintilam lá no alto do seu esplendor. O céu longínquo, frio, escuro e idílico.

A estrada vai-se deixando para trás à medida que o velocímetro dispara e o coração acelera. Desejos vorazes, vontades sôfregas, ânsias em chama, palavras a ricochetearem a mente num vai e vem duvidoso.

Aos arranques, ecoa o motor em andamento: ritmo descompassado, absorto em pensamentos díspares, em melancolias passadas, em desejos ainda por desvendar.

E é tudo tão aleatório como esta estadia que nunca chegamos a perceber, tão reconfortante como repetir todas as manhãs, em aconchego, um mantra budista.

 

 

Filtro dos sonhos

Um último suspiro revelou a espessura do fardo que carreguei durante dias a fio.

Acordei com um prego espetado na porta, a soleira a rastejar e os primeiros raios de sol a infiltrarem-se pela fechadura, sobre a qual o meu filtro dos sonhos pendia e baloiçava sem certezas.

Os meus olhos enxergavam a penumbra cortada a meio pelo dourado ténue de um feixe de luz perpendicular. As costas estavam entorpecidas pela dor e, de esguelha, eu conseguia ver, pelo espelho enviesado, as curvas percorrerem-me de norte a sul.

A memória tinha voltado. Aquela noite. Aquele tormento.

Não tinha forças para gritar. Não sabia sequer por quem o deveria fazer.

 

 

Meteorologia

Às vezes, a vida não é fácil.

Passa por nós, leva-nos de arrastão e lá vamos aos trambolhões.

Ficamos sem vontade de agir e as palavras secam. Não sabemos o que fazer.

Perdemos a direção, questionamos o rumo e todas aquelas escolhas que nos conduziram a este beco com tantas saídas e tão pouca luz.

Olhamos para os lados, cabisbaixos, e ninguém nos estende a mão, ninguém é quem procuramos, ninguém é aquilo que queremos.

 

 

Em versos alheios #38

 

 

«Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte.

A gente não sabe se a morte é melhor ou pior.

Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho.

Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu me possa orgulhar dela.»

 

                                                                   José Alencar

Em versos alheios #20

«Um dia, tu morrerás.

E, quanto mais desrutares da tua vida, menos vais querer que isso aconteça.

Mas a morte não é nossa inimiga.

Saber que a tua vida tem um ponto final vai ajudar-te a apreciar cada momento em que estás vivo.

 

 

Em versos alheios #15

«Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música.

Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.

Tem o peso de uma lembrança.

Tem o peso de uma saudade.

Tem o peso de um olhar.

Pesa como pesa uma ausência.

E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.»

 

                                                             Clarice Lispector 

 

Saudade Eterna!

Em versos alheios #11

O Milagre da Vida

 

«Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

 

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