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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #76

«Quem congemina vinganças acredita antecipar-se ao futuro.

É um logro: o vingador vive apenas num tempo que já foi.

O vingador não age apenas em nome de quem já morreu. Ele próprio já morreu. Foi morto pelo passado.»

 

                                                                                                                                Mia Couto

Em versos alheios #75

«A aptidão que leva os homens a contruírem casas, é semelhante a que leva os pássaros a construírem seus ninhos.
Se os homens construíssem suas residências com as próprias mãos, e arranjassem alimento para si e a família de maneira bastante simples e honesta, quem sabe não desenvolveriam a faculdade poética e épica, cantando como fazem todos os pássaros quando assumem um compromisso dessa natureza?
Mas ai de nós! Agimos como Chopins e Cucos, que põe ovos em ninhos feitos por outros pássaros e cujas melodias não alegram o viajante...»

 

                                                                                                        Henry David Thoreau

Origem

Escrevo-te em livro aberto.

Lombada espessa e um marcador vermelho de seda a pender sobre as folhas amareladas.

Pelo meio, vocábulos que se unem num poema esfarelado. Esquecimentos dispersos em cronologias sem ordem prestigiada, fragmentos soltos de um eu alpinista de luvas e gorro, de óculos e certezas sombrios.

Falta-me a memória.

Deixei as conexões rastejarem aos pés da norma e vim escrever sem pena ou tinta indelével. Sem passado.

Vim para o cimo da montanha respirar o mesmo ar de quem olha somente para baixo. Vim ver como escalei em ziguezague uma vida que se queria reta e previsível.

E vi. Vi como continuo lá em baixo à espera de uma corda que me ate e me puxe para trilhos autênticos, para os rochedos cobertos pela humidade dos musgos frescos, para as pequenas cascatas dos entremeios que saciam a genuinidade dos verdadeiros seres mais primitivos.

 

 

Em versos alheios #74

«O homem que vê mal vê sempre menos do que aquilo que há para ver;

O homem que ouve mal ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir.»

 

                                                                                                                       Friedrich Nietzsche

Conhece-te. Ama-te.

Só quando conheces e, em seguida, aceitas tudo o que faz parte de ti é que podes verdadeiramente amar-te a ti próprio.

                                                                     Robin Sharma, in “O santo, o Surfista e a Executiva”

Conhecer tudo aquilo que somos é o primeiro passo para alcançarmos os nossos sonhos.

A verdade é que somos seres possuidores de virtudes e, contrariamente, de defeitos. É com estes últimos que, muitas vezes, não sabemos lidar. Não conseguimos amar tudo aquilo que faz parte do nosso intelecto porque olhámos demasiado para fora, ao invés de nos esforçarmos por descobrir o que está e sempre esteve bem dentro de nós.

Temos medo. Medo de nos autoconhecermos verdadeiramente e de voltarmos ao preciso instante em que choramos pela primeira vez e em que despertamos para o mundo.

Temos receio de conseguir alcançar tudo aquilo com que sempre sonhamos. Porque é enorme o nosso sonho!

E é aí que colocamos entraves e construímos barreiras que limitam os nossos pensamentos e maiores anseios.

É aí que impedimos a nossa própria felicidade!

 

 

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