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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Sempre o mesmo tema: Humanidade

Sempre o mesmo tema.

Conversa fiada, passatempo de quem quer conhecer mais do que o seu umbigo enfarruscado. A garrafa vai a meio e a sabedoria destroca-se em goles profundos.

Vê-se o horizonte e o adormecer ao relento das setes vidas felpudas.

Vê-se o bater das chinelas rua abaixo e rua acima. Apregoam-se os melhores negócios e a cidade silencia, varre o mundo e a certeza. O tempo e a calmaria. A luz e a nostalgia.

Uma vida de trabalho, de pele tisnada pelo sol e pelos filhos.

 

 

No fim da linha

Levaste o tempo que foi preciso. A indumentária do costume, a mente aberta, o desejo de te permitires viver.

Levaste o tempo que foi preciso para rir, para lutar e para te acostumares à grande cidade que habita dentro de ti. A selva dentro da civilização, dos bons costumes, da aparência, do clichê.

Tu, o menino das corridas no asfalto, das calças rotas e desbotadas, das vontades descabidas, de estúpidas e perfeitas paixões, de novos dias e novas sementes, de novas idades e antigas caras, de novas crenças e uma só banda sonora.

És um. O único e primeiro algarismo que aprendi a contar na efemeridade dos meus rasgos de lucidez.

Escolhi-te a ti para me permitir voltar atrás, ao tempo em que era o abstrato que eu percebia, em que o mundo real era visto de dentro para fora e não me invadia a alma pelos olhos. O mais fácil.

 

 

Desaires

             

 

Inacreditáveis os dias em que somos atropelados pelos desígnios de um caminho desalcatroado.

Terra impermeável ao esforço, declínio emocional, sonho em capotagem.

Um desaire que não se ultrapassa, que leva tempo e lágrimas a esvair pelo rio.

Tantas perguntas e murros na mesa. O desespero de um “porquê?” que vale por mil e uma sentenças.

Eu não percebo, o vizinho tenta perceber e todos os outros esticam o braço e prolongam o indicador em direção aos teus olhos ou, por outro lado, nem se importam se estás bem ou se estás mal porque é a tua vida. É a tua cruz.

 

 

Pelos teus olhos

Mais um dia visto pelos teus olhos.

Como se entrasse dentro da tua perspetiva e fosse eu o caminheiro da calçada que degrada o tempo, em simbiose.

Talvez fossemos nós as espadas e o bilhar, o assombro e o ressurgimento dos dias à porta, da fila de espera sem fim à vista, do lume aceso, chama em cinza, propósito sem razão.

Vejo por ti o mundo que gostava que espreitasses e descobrisses: templos sagrados, na presença evangélica de dois seres em descoberta.

Somei dias e embrulhei-os na linha ténue do meu horizonte.

 

 

Estás errado

Estás errado. Eu não pertenço ao mundo a que todos pertencem.

Estás errado. Não conheces o significado que dou à vida, a sorte que tenho por ser quem sou.

Sei que não percebes como posso gostar de ser tão pouco. Mas, ser pouco dá muito trabalho.

Eu não adormeço sempre à mesma hora, não ouço sempre a mesma canção, não sorrio para o espelho todas as manhãs nem agradeço todos os dias a minha vida.

Eu não sou igual a ti. Eu não pertenço ao mundo a que tu pertences.

 

 

Já paraste para sentir?

Quantos pensamentos cabem numa colher de sopa?

Quantas vezes nos deixamos atropelar pelos desejos obstinados da nossa imaginação? Quantas vezes sobrepomos os dilemas aos momentos, o certo ao maravilhoso, a incerteza à escolha de um caminho alternativo?

Muitas.

Multiplicam-se sem que os parênteses definam prioridades ou os expoentes sejam a fração com que dividimos, em segundos, a vida metódica que escolhemos.

 

 

Mutações poéticas

O tempo passou entre promessas e regressos adiados.

A vontade de voltar deixava as palavras sem efeito, o significado vão e o fôlego suspenso.

Queria dizer que seria “a sério” a partir daquele momento, mas a vida troca-nos as voltas e somos obrigados a caminhar ao abrigo das mutações poéticas. Queria ter credibilidade, mas acima de tudo queria ser verdadeira com aquilo que sabia ser a verdade.

 

 

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