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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

És livre?

E hoje que sou livre, ressoam os cantos das aves e vibram da cítara as cordas harmoniosas. E hoje, que assim é, o sol resplandece em território Português e brinda aos heróis do mar desbravado, ao nobre povo, à nação valente.

Cravos vermelhos, vermelhaços, vermelhuços, vermelhões. Sangue na mesma tonalidade crescente de sofrimento e de paixão, de amargura e de vitória, de guerra, de paz, de conquista.

Hoje, estamos felizes porque é feriado.

Somos cidadãos e cidadãs incautos. Uma cidadania que, por vezes, não prevalece.  

Revela-se um desinteresse sarcástico pelo que pensamos ser um bem adquirido e, ao longo do tempo, tudo o que obtivemos se vai perdendo pelas águas desanuviadas do Tejo.

 

 

Meteorologia

Às vezes, a vida não é fácil.

Passa por nós, leva-nos de arrastão e lá vamos aos trambolhões.

Ficamos sem vontade de agir e as palavras secam. Não sabemos o que fazer.

Perdemos a direção, questionamos o rumo e todas aquelas escolhas que nos conduziram a este beco com tantas saídas e tão pouca luz.

Olhamos para os lados, cabisbaixos, e ninguém nos estende a mão, ninguém é quem procuramos, ninguém é aquilo que queremos.

 

 

Esquartejada

Vai longe o tempo em que a vida era feita de sonhos a desvendar.

Hoje, a história é outra e o café já não se bebe no encosto da janela com vista para o mar.

Trocamos promessas, trocamos sorrisos e alianças pelos dedos fora. Escrevemos poemas, bebemos do cálice a jura deste amor.

Já não te conheço, já não te entendo, já não te quero.

Elipse tua, analepse minha, presente sem cronologia elucidativa.

Enganei-me. Enganaste-me.

Não tenho bem a certeza.

O estanho sente-se a quebrar, a madeira em falha, os soluços em repressão.

Lábios em formatura até à convexão do riso altruísta, sonhador, visionário, perfeito de outrora.

Fomos dois corpos num só caminho que se fragmentou em pedaços inconsequentes de amor louco, varrido e sem ideias.

 

 

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