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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Em versos alheios #65

« (...) 

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar.

 

 

Entornaste-me

Entornaste-me,

Como o café que transbordou

Como a espuma derramada sobre o balcão,

Como o amor obsessivo,

A posse tardia, falsa e endiabrada

 

Sonhos, vida, crenças, tudo ali à volta…

Sem nada.

 

Não foste buscar o pano,

Não tiraste do bolso o teu lenço.

Não!

Deixaste ficar assim: 

A nódoa ressequida, o odor, a deterioração,

De alma desprovida de arrependimento ou qualquer preocupação,

O desprezo propositado,

A indiferença que rasga a pele e corta a vida.

 

 

Dia mundial da poesia

Dia especial! 

A analogia do poema da vida, dos versos de cada dia, do propósito que sigo.

Do que amo.

Do que sou.

 

Hoje, é um dia mais bonito, que lembra os poetas de outros tempos, a verdade das palavras, o amor de quem escreve, a paixão de quem lê.

Portugal é um país rico em versos,  melodias contemporâneas e esperanças tão românticas como o classicismo da sua profanação.

Poetas do mundo Além. Nação pequena para a sua genialidade.

 

Eu tento dizer o que maré silencia: os sentimentos. O sentido que se não tem. 

E cá vou, de remo em remo em busca do vocábulo mais assertivo do nó mais difícil de desemaranhar.

 

Ser poeta é ser labirinto, perder-se junto ao cais, enovelar-se para dentro, pensar mais do que se diz.

É ser o aroma que não perdura.

Perfume de um só momento.

Ser poeta é ser só. É ser apenas e não obstante.

Solstício de verão. Equinócio adjacente. 

 

Disse-o algumas vezes por aqui, embalada na corrente em que a alma embarca.

E, hoje, por ser o dia que é - arco-íris da sensibilidade, apogeu da emoção - partilho convosco o turbilhão que imprimi em cada palavra.

Palavras do coração como os filhos.

Rebentos em flor, fauna vista de longe.

A minha verdade, conquistada pelos sonhos.

A vida e a morte que lhe pertence.

 

E tanto que rabisquei nos últimos meses.

Doença. Paixão. Natureza. Amor. Desilusão.

Uma caneta e um papel e o resultado aqui, a abrir numa outra janela por onde o mar não se avista.

 

Os poemas d' O Meu Poema:

Poesia de estrada

Em teus versos escrevo o futuro,

Reinvento o tempo, melodias do passado,

E por aí, vejo e procuro

Os segredos do teu mar salgado

 

Pedaços de ternura em recantos escondidos,

Vamos por aí jurando aos ventos

Que seremos amantes livres e perdidos,

Resistentes às mudanças e aos tempos.

 

 

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