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O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

O meu poema

O blog em que o sonho é o principal verso da vida. O ser humano na sua essência. Os sentimentos à flor da pele. O tudo e o nada.

Pessoa, imortal

«A morte é a curva da estrada,

Morrer é só não ser visto.

Se escuto, eu te oiço a passada

Existir como eu existo.

 

A terra é feita de céu.

A mentira não tem ninho.

Nunca ninguém se perdeu.

Tudo é verdade e caminho.»

                                               Fernando Pessoa Ortónimo

 

De facto, "morrer é só não ser visto".

Porque a morte não levou nem apagou das nossas memórias esta mente brilhante, esta variedade de almas complexas, este senhor sem definição. A morte, deu-lhe ainda mais vida. "Tudo é verdade e caminho". E a morte faz parte do caminho que continua, que não acaba, que existe e se reescreve. Pessoa, está para lá da escuridão com que encaramos a morte!

 

 

Amar é coisa de loucos, perder coisa nenhuma

 

Senta-te aqui, ao lado desta dúvida permanente.

Senta-te aqui, perto de um ponto final, à beirinha do fim que não houve.

Senta-te aqui e escreve nesta pedra que amar é coisa de loucos e perder coisa nenhuma.

Anda, não arrastes os pés nesse castigo.

Anda, senta-te aqui, sonha comigo.

 

Aproxima-te mais deste corpo inerte. Não deixes entre nós espaço vago.

Aproxima-te, cruza as pernas e entrelaça-me nesses braços de alfazema.

 

 

O amor venceu...

 

 

Hoje, Portugal deu um passo em frente pela igualdade.

Hoje, Portugal deu um passo em frente pelo amor.

Um amor que não discrimina nem desrespeita.

Um amor que é feliz, genuíno e essencial para o crescimento e educação de uma criança.

Um amor ao qual todos temos direito. Um amor que todos nós precisamos.

Um amor que nao deve ser privado de ninguém somente porque a fonte desse amor não é exatamente igual a nós e ao que consideramos normal. 

 

Não somos, nem nunca fomos, ninguém para limitar a felicidade dos outros, para condenar a forma de estar na vida de quem apenas quer viver e ser feliz à sua maneira, em paz.

 

Éramos todos humanos...

No meio das palavras vazias, ouvem-se os estilhaços da verdadeira crueldade.

 

De repente, o choque apodera-se da liberdade das entranhas.

Sentimo-nos como um pássaro ferido na asa: a liberdade depenada, o coração vazio, a mente bloqueada pelo medo.

Ficamos boquiabertos, sem reação, embasbacados...

Soltos à deriva das lágrimas que o sangue derramou: o sangue da humanidade!

Faltam as palavras, tamanho é o sentimento de revolta e incompreensão... Falta-nos tudo!

 

 

«A criança que fui chora na estrada»

Tenho na reserva sonhos repartidos, encaixotados, colocados em fila, ordeiramente.

Tenho os diários que rabisquei, as mandalas que pintei, os tesouros que tive e imaginei.
Tenho poemas e rimas emparelhadas, versos alexandrinos e pedaços de papel amorrotados; memórias enroladas bruscamente, lágrimas salgadas e, de repente, papel de prata a denunciar as consequências dos recorrentes estados neuróticos. 

Tenho os textos que escrevi, as palavras que nunca li, os significados indecifráveis.

 

Estou perdida de regresso ao passado.
Sentada no meio de um pedaço de mofo melancólico que desperta saudade, que comove, que relembra e me faz voltar onde fui feliz, onde caí e tropecei, levantei e repeti.

O chá arrefece e ganha o gosto dos outros tempos. Os tempos em que a avó aquecia o leite e lhe misturava canela divina. Os tempos em que tudo me sabia bem, pela vida, enquanto as mãos daquela figura deliciosa se apoderavam da fragilidade proeminente das minhas bochechas redondas e macias.
Ah...
Que saudade de tudo o que queria viver a correr, sem esperar ou perceber.

O tempo passou, o tempo levou, deixou um vazio que não se preenche.

Agora tudo se resume a pouco. E o pouco é tanto.

 

Natal é amor!

O vídeo que está a invadir as redes sociais...

Parabéns pela entrega e pelos valores transmitidos neste trabalho fabuloso.

Natal é amor!

A vida é amor! 

Amor para todos, entre todos. 

Espírito de união, solidariedade. Tão bom ver pureza no olhar! 

Tão bom ver emoção e sentimento à flor da pele!

 

Pétala encarnada

Ardem-me os olhos.

Fecho-os, olho para dentro e inspiro.
Cá dentro sinto a demagogia de um silêncio inusitado, a provocação de uma melancolia nostálgica e verdadeiramente sentida.
O coração fecha-se em copas e debruça-se sobre o estado líquido da emoção.
Esvai-se pelo canto do olho a repressão de um olhar por inteiro.


Acumulara-se ali aquele pequeno resíduo. A maldade do que se vê e retém.

Chega a um ponto em que não se volta atrás e é necessário curar a dor que arde e queima.
É preciso desabar para voltar em força, com fé. Com fome de pétalas encarnadas que, dentro da sua perfeita redondeza, afloram e embelezam o caos dos jardins primaveris.

 

É tudo uma questão de lógica sem frases feitas.
Está tudo escrito ali, no crescimento de um ser quase perfeito.
As pétalas, as cores vivas, as lágrimas doces, as nuances tripartidas.
Está tudo ali: os espinhos pontiagudos, as agulhas desproporcionais...

 

 

Não sei

Quero-me encontrar. 

Deixei por aí aquilo que fui, não sei bem onde. Talvez nas fotografias que se escondem por detrás de uma gaveta de recordações.

Hoje, sinto o peito entrecruzado.

Sinto a vida feita em fragmentos de papel, que passo por entre os dedos, que acaricío em busca de um destino inteiro, compacto, prometido.

Não sei o que me fere, não sei o que me trespassa. 

Mas, sinto que uma lança me invadiu, que a incerteza me cercou.

Sei lá o que quero, sei lá o que sou, sei lá o que faço.

Sei lá.

 

 

Insónia

São três da manhã.

A alma permanece deitada, presa pelo conforto de um desassossego incontrolável.
Alumia-me um feixe de luz , um farol improvisado, um guia sem destino.

 

Estou ensonada, sem palavras ou pretextos.

 

O dia foi longo, a noite morosa.
Tenho pesadelos, medo de trovões, frio de tudo.
E no meio de tudo isso, uma palavra por dizer.

 

Procuro a palavra no meio dos lençóis, como um predador procura a sua presa. E tão feroz é essa sede que passo por ela e continuo.
Digo que continuo à procura, que nada me sacia e não espero.
Percorro filosofias e acabo a morder o lábio inferior, com sede de mais, com raiva de mais, com impaciência a mais.

 

São três da manhã e já dormi tudo. 

 

 

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